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Autoridades discutem as condições de trabalho no Sistema Prisional

17 de Fevereiro de 2009 às 10:19

A audiência pública sobre A Vulnerabilidade das Condições de Trabalho no Sistema Prisional, que está sendo realizada na Sala Sólon Amaral da Assembleia Legislativa, conta com a participação do promotor de Justiça, Haroldo Caetano. Abordando a questão, o promotor afirma que esta audiência representa um pedido de socorro dos trabalhadores do Sistema Prisional.

Para o promotor, a questão prisional "vem sendo tratada de uma maneira irresponsável pelo Governo do Estado, que reduziu sua estrutura e importância. Acredito que este debate deveria contar com os secretários de Saúde e de Segurança Pública”, ressaltou, ao questionar o compromisso do Estado com a questão.

Haroldo Caetano destacou que o principal problema do sistema é a superpopulação carcerária. Segundo ele, a sociedade brasileira possui uma cultura de excesso de prisões e teme a liberação de presos. “Temos que reverter esta situação, garantindo o cumprimento de prazos e uma defesa eficaz aos presos, reafirmando a dignidade do encarcerado”, lembrou. 

A presidente do Conselho da Comunidade na Execução Penal, Irmã Petra Sílvia, ressaltou os problemas de falta de material, de apoio técnico e de investimento na formação especial dos profissionais do Sistema Prisional. “Ser psicólogo ou enfermeiro dentro do presídio é diferente do que exercer estas atividades em qualquer outro lugar. E isso gera o desânimo e frustação destes profissionais”, afirmou.  

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