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Deputados criticam excesso de semáforos em Goiânia

19 de Fevereiro de 2009 às 09:51

Os problemas no trânsito em Goiânia se acentuam a cada ano com o crescimento da frota de veículos que circulam pela cidade. E as previsões não são nada otimistas. Segundo projeções de especialistas, dentro de 20 anos haverá 2,3 milhões de veículos nas ruas da Capital, o que deverá gerar engarrafamentos gigantescos nas principais avenidas.

O deputado Carlos Silva (PP), que foi diretor do Detran em 2004 e 2005, atribui o problema a um fator chamado “perda de carga”, que, segundo ele, está relacionado com a  ineficiência no uso do aparato oferecido aos usuários das vias urbanas. Este conjunto de itens inclui faixas, semáforos, rotatórias, acostamentos e o próprio comportamento dos motoristas e pedestres.

Entre estes fatores que contribuem para a perda de carga, o deputado aponta o excesso de semáforos e conversões mal planejadas em avenidas - algumas existentes na T-63, ele chama de “criminosas”. Mas, além desses problemas, a falta de seqüência no fluxo das grandes avenidas, é, em sua opinião, o principal obstáculo para que o trânsito em Goiânia tenha fluidez. O trânsito, explica o pepista, é “o tempo todo um estado de comunicação”. E seria por causa de uma comunicação ineficiente que não funciona em Goiânia.   

Por trás de todos os problemas, afirma Carlos Silva, está “a ineficiência da AMT (Agência Municipal de Trânsito). O órgão, segundo ele, deveria cumprir um papel educativo e de orientação aos motoristas, mas, em vez disso, desenvolve principalmente um trabalho de punição, com aplicação de multas. “O agente de trânsito deveria largar o bloquinho e fazer orientação do motorista. Já viu algum deles te orientar em alguma coisa?”, questiona.

Alguns cuidados simples como manter as faixas sempre bem pintadas, impedir o estacionamento próximo a esquinas e projetos de educação, seriam, segundo o pepista, seriam algumas das medidas que trariam soluções rápidas para o problema.

Viadutos

Em pouco espaço de tempo, Goiânia ganhou dois grandes viadutos, os da praças do Chafariz e Latiff Sebba. Mas os resultados dividem opiniões, já que o trânsito nessas regiões continua engarrafado nos horários de maior pico.

“Viaduto é o meio mais fácil para se chegar ao congestionamento”, define o deputado Daniel Goulart. Entre os problemas que na sua opinião contribuem para deixar o trânsito da capital mais lento, ele destaca o excesso de semáforos e a falta de um corredor próprio para os ônibus. Goiânia precisa de um projeto de engenharia mais ousado, que passaria por um planejamento mais eficiente”, resume.

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