Projeto proíbe trotes violentos ou vexatórios no Estado
Projeto de iniciativa do deputado Ozair José (PP) pretende proibir a realização de trotes vexatórios, violentos ou agressivos no Estado de Goiás. Segundo a proposta, os estudantes que descumprirem a proibição serão afastados por um ano da sua institução de ensino e estarão sujeitos à multa, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.
Se aprovada a proposta, os estabelecimentos de ensino também serão obrigados a adotar medidas preventivas para impedir a prática de trotes e a aplicar penalidades administrativas aos universitários que infringirem a lei, inclusive com a possibilidade de expulsão do aluno.
Segundo o deputado, “a violência deve ser combatida em todas os seus matizes, com mais razão quando se trata de uma parcela da comunidade que deveria dar o exemplo, ao invés de aplicar trotes sob coação que, em muitos casos, violam a intimidade e a integridade física dos calouros”.
Casos recentes
Os casos de trotes têm chamado a atenção da imprensa e da sociedade pela violência com o qual são aplicados. Este ano, calouros de uma faculdade de Catanduva (SP) foram forçados a abaixar as calças no meio da rua, em pleno viaduto que passa sobre uma das mais movimentadas avenidas da cidade. As roupas das moças foram cortadas.
Em Santa Fé (SP), a estudante Priscilla Vieira Rezende Muniz, 18 anos, grávida de três meses, foi queimada por uma mistura de gasolina e desinfetante jogada por uma veterana e teve que ser internada por um dia.
O caso mais trágico aconteceu em 1999, quando o estudante Edison Tsung Chi Hsueh morreu afogado na piscina da Associação Atlética Oswaldo Cruz, durante um trote na Faculdade de Medicina da USP.