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Violência sem limite

25 de Fevereiro de 2009 às 10:30
Os crescentes índices de violência registrados no Estado, as ações necessárias por parte de todos os setores da sociedade foram abordados, em artigo, pela deputada Cilene Guimarães (PR). (Diário da Manhã, edição de 21.02.2009).
* Cilene Guimarães é deputada estadual (PR)


Os noticiários que chegam aos lares brasileiros assustam pela quantidade de fatos violentos que se espalham pelas ruas deste País, deixando uma sensação de impotência do poder público e da sociedade frente a esse problema crônico, que causa perplexidade aos cidadãos de bem. Todos os dias somos bombardeados em casa, no trabalho e nas ruas com imagens e informações de crimes bárbaros, como assassinatos, estupros, sequestros, assaltos, roubos e infindáveis ações violentas contra a pessoa humana. Uma realidade cruel, que faz refém do medo crianças, adultos e idosos, cada vez mais enclausurados em suas casas, no trabalho ou em seus carros.

O mais grave é que antes importávamos as notícias da criminalidade, principalmente dos noticiários que chegavam de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Assistíamos de longe, com tristeza, às lágrimas e ao sofrimento de milhões de irmãos brasileiros. Agora, choramos a perda de nossos parentes e amigos, com a violência se instalando ao nosso lado, nas cidades goianas, tanto na Capital como no interior. Hoje, compartilhamos o mesmo sofrimento vivido por toda a sociedade, que vê homens e mulheres, de todas as idades, reféns da violência que se espalha pelo Estado.

Só para ilustrar o nível da violência instalada entre nós, lembramos o estupro de um garotinho de cinco anos em uma escola pública de Goiânia, o assassinato de uma mãe e de seu bebê em Piracanjuba, tiros na porta de uma boate, que mataram um estudante, e o assassinato de três jovens, envolvendo torcidas de futebol. Todos crimes com motivações distintas, banais, mas que tiveram o mesmo efeito devastador nos familiares e amigos das vítimas, sem mencionar a perplexidade das pessoas.

Estes são apenas alguns exemplos. Se fosse relatar todos os crimes ocorridos nos últimos meses, transformaria este artigo em uma resenha policial. O objetivo em questão é buscar alternativas que possam colocar um basta nessa verdadeira guerra urbana instalada em nossas cidades: pequenas, médias ou grandes. Não dá para esperar por medidas com efeito a longo prazo, apesar de indispensáveis. A sociedade clama por soluções imediatas, que libertem-a desse cativeiro chamado violência. Não basta a ação isolada das nossas polícias, para impedir crimes com as mais diversas motivações, entre elas disputas econômicas, vinganças e passionais. São fatos imprevisíveis, longe do alcance de qualquer prevenção policial e impossíveis de serem evitados por decreto.

A falta de reação dos poderes constituídos e da própria sociedade imputa um sentimento de impotência, transformando barbáries numa rotina perigosa, dissolvida nas prioridades de cada um, seja na rua, no trabalho, no lazer ou em casa. As pessoas precisam ter Deus em seus corações, o caminho mais curto para o respeito e a valorização da vida.

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