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Apoio às indústrias de confecções: mais empregos em Goiás

25 de Fevereiro de 2009 às 10:51
O alcance social de projeto do Governo do Estado que concede isenção de ICMS à indústria de confecções foi tema de análise do deputado Iso Moreira (PSDB) em artigo publicado no jornal "Diário da Manhã", edição de 24.02.2009.
* Iso Moreira é deputado estadual pelo PSDB

A Assembleia Legislativa iniciou a apreciação de um projeto de lei, enviado pelo governador Alcides Rodrigues, de grande alcance econômico e social: o que concede isenção de ICMS para indústrias de confecção e vestuário. A medida de incentivo vai garantir maior competitividade dos manufaturados goianos e manutenção dos empregos. O setor tem perdido concorrência de mercado para países como a China. Conforme estudo da Secretaria da Fazenda, com a medida, o governo abre mão de arrecadar R$ 2 milhões por mês.

O governador Alcides Rodrigues é sensível às reivindicações justas e, mais uma vez, atua em defesa dos interesses maiores da sociedade. De pronto, atendeu ao pedido da Agicon e da comissão de deputados estaduais que atua em favor do fortalecimento das indústrias de confecções de nosso Estado.Também o secretário Jorcelino Braga (Fazenda) teve participação decisiva neste apoio às indústrias de confecções, com a redução de impostos. Braga, desde o início do governo Alcides, tem-se revelado um administrador eficiente, ousado e inovador.

Reivindicação antiga das empresas, a redução da carga tributária chega em boa hora. “Enfrentamos alta concorrência, ainda mais com a invasão chinesa”, afirma o presidente da Associação Goiana das Indústrias de Confecções e Correlatas - Agicon, Frederico Martins Evangelista. Algumas fábricas se desfazem de suas produções a preços abaixo do custo, para não perder mercado. Os empregos estavam ameaçados. Com o incentivo, as pequenas empresas também se beneficiarão. Apenas as grandes tinham acesso a programas como o Produzir.

O setor emprega diretamente cerca de 22 mil pessoas em Goiás e mais 80 mil indiretamente. Desde o fim da substituição tributária em 2007, grandes confecções foram prejudicadas. As confecções goianas ocupam o 7º lugar no ranking nacional de produção. São quatro mil empresas trabalhando formalmente. O presidente da Agicon revela que a mesma quantidade atua informalmente no mercado, situação que, acredita, deve se reverter com a isenção do ICMS.

Atualmente, o ramo movimenta cerca de R$ 280 milhões por mês no Estado. Aproximadamente 95% vêm da exportação a Estados como Minas Gerais e Pará. Goiânia concentra a metade do polo fabril estadual. Em seguida, estão Jaraguá, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade e Catalão. Sanclerlândia, que há oito anos possuía apenas cinco costureiras, hoje trabalha com mais de 800 profissionais.

Filão da economia e com enorme relevância social, a confecção emprega maciçamente mão-de-obra feminina. Apenas 17% dos trabalhadores são homens. Além disso, não exigem formação profissional e contratam mulheres acima de 40 anos.

Segundo Frederico Evangelista, o volume vendido a outros países alcança US$ 1 milhão por ano. A moda praia é o produto principal. Para ele, Goiás possui potencial para chegar à casa dos US$ 30 milhões em exportação por ano.

É preciso reconhecer, portanto, a importância das indústrias de confecções para a geração de empregos em nosso Estado. As indústrias do setor se defrontam com a informalidade, e essa medida deve anular ou minimizar essa questão. Essa medida, como disse o secretário Jorcelino Braga, vai atingir o setor da economia que mais emprega em Goiás. Essas indústrias agregam em torno de 100 mil empregos, entre formais e informais.

Goiás já sente reflexos da crise financeira mundial, com a queda da arrecadação aos cofres públicos. Mas a competência do governo Alcides será suficiente para superar essa crise. É hora, portanto, de o setor enfrentar a crise e investir em designer e tecnologia para dar a resposta que o Estado está esperando, de gerar mais empregos. Esse é o melhor incentivo de todos os Estados brasileiros. A isenção do ICMS significa mais dinheiro para o empresariado aplicar no negócio.

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