Celg
O presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg), Enio Branco, confirmou vinda à Assembleia Legislativa às 14 horas da próxima terça-feira, 3 de março, para falar com os deputados sobre a situação da empresa. O presidente será sabatinado pelos parlamentares durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A confirmação é do líder do Governo, deputado Evandro Magal (PSDB), que fez o convite ao executivo.
O deputado Thiago Peixoto (PMDB) disse que vai questionar o presidente da Companhia, sobre o crescimento desproporcional do passivo da empresa. O parlamentar peemedebista havia originalmente convidado Enio Branco para se reunir com os deputados nesta quinta-feira, 26, sob o argumento de que, em 2005, o Governo estadual havia anunciado que os problemas financeiros da Celg haviam sido sanados. "Entretanto, o balanço apresentado indicou um passivo de aproximadamente R$ 4 bilhões".
Thiago Peixoto disse, ainda, que estudou o balanço apresentado pela empresa e "encontrei inconsitências". "O passivo da empresa cresceu de maneira exponencial nos últimos quatro anos. O presidente da Celg precisa esclarecer esse ponto. A empresa acumulou até setembro de 2008 aproximadamente R$ 650 milhões em juros. O balanço trata de dados de 2008. É possível que o endividamento já ultrapasse os R$ 5 bilhões", disse Thiago Peixoto.
O parlamentar do PMDB apontou também que os gastos da Celg com privatização já são praticamente o dobro que o investido em funcionários efetivos. O peemedebista afirma que se trata de uma "privatização branca".
"Há ações protocoladas na Justiça do Trabalho contra a Celg em relação ao volume de serviços terceirizados. A Celg também trabalha com um grande volume de bancos pequenos. Por que isso acontece? Por que não utilizar bancos comerciais conhecidos, para movimentação financeira da empresa? A vinda de Enio Branco para prestar esclarecimentos é um fato positivo", afirma Thiago Peixoto.