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Enio Branco falará sobre situação da Celg na Assembleia

27 de Fevereiro de 2009 às 09:48
Presidente da Celg será sabatinado por parlamentares, durante sessão ordinária da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, às 14 horas desta quarta-feira, 4, a convite do líder do Governo, deputado Evandro Magal, atendendo solicitação do deputado Thiago Peixoto. Enio vai detalhar a situação da empresa.

O presidente da Celg, Enio Branco, confirma presença no plenário da Assembleia Legislativa na próxima quarta-feira, 4 de março, às 14 horas, para falar aos deputados sobre a situação da Celg. Inicialmente, a reunião estava marcada para a terça-feira, 4, mas, em função da sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, foi transferida para a quarta-feira, como explica o líder do Governo, deputado Evandro Magal (PSDB).

Enio Branco pretende explicar aos deputados todos os detalhes sobre a operação de R$ 1,2 bilhão com  BNDES e Eletrobrás. “Queremos dar transparência total às negociações, não apenas para a classe política, mas também para a sociedade de Goiás”, diz ele.
 

O presidente da Celg encontra-se em São Paulo, onde faz exames considerados de rotina, para acompanhamento de uma cirurgia que fez no final do ano passado para retirada de um cisto no fígado. A expectativa é de que o check-up seja concluído até segunda-feira, o que dá garantia de sua presença em plenário no dia seguinte, confirmada pelo líder do Governo, deputado Evandro Magal (PSDB), em atendimento a um requerimento de Thiago Peixoto (PMDB).

Reunião no Tesouro

Antes do Carnaval, Enio Branco acompanhou o secretário Jorcelino Braga, da Fazenda, em reunião com Arno Augustin, na Secretaria do Tesouro Nacional, em Brasília.
 

A negociação da Celg com o BNDES já se arrasta há pelo menos dois anos, desde a posse do governador Alcides Rodrigues, mas ganhou impulso no início do mês após reunião com o presidente Lula, testemunhada por Enio e Jorcelino Braga. Do encontro, saiu a batida do martelo para a operação de R$ 1,2 bilhão com o BNDES, que fixou posição em favor da venda de 41% das ações da estatal goiana, incluindo participação da Eletrobrás e outra empresa ainda não identificada.

Ato contínuo, Enio Branco anunciou a decisão do Governo de Goiás de vender as ações, mas Alcides Rodrigues interrompeu as negociações ao defender novamente a concessão de empréstimo. No entendimento do Governo, manifestado em declarações à imprensa, o empréstimo daria fôlego financeiro à empresa, que teria suas ações valorizadas no mercado.
 

Com o feriadão do Carnaval, as negociações foram novamente paralisadas, daí a decisão de a Assembleia Legislativa em debater o assunto em plenário. “Vamos questionar ao presidente da Celg – esclarece o deputado Thiago Peixoto -, sobre o crescimento desproporcional do passivo da empresa, que hoje é calculado em R$ 4 bilhões. Em 2005, o próprio Governo chegou a anunciar que os problemas financeiros da empresa estavam sanados.”

Para Evandro Magal, líder do Governo, a presença de Enio Branco em plenário vai esclarecer todas as dúvidas, reforçando a idéia de transparência. “Essa é a marca registrada do Governo de Alcides Rodrigues”, completa.
 

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