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Presidente da Celg vai a Brasília e adia visita ao Legislativo goiano

02 de Março de 2009 às 16:06
Enio Branco viaja a Brasília e ao Rio de Janeiro a convite do BNDES e de autoridades federais, para discutir empréstimo de R$ 1,2 bilhão. Em virtude disso, fica adiada a visita que ele faria a Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, para falar sobre a situação da empresa. Uma nova data deve ser agendada para os próximos dias.

A visita que o presidente da Celg, Enio Branco, faria à Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, 4 de março, foi adiada, em virtude de compromissos em Brasília e no Rio de Janeiro. Enio foi convocado pela diretoria do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e por autoridades federais para discutir detalhes do empréstimo no valor de R$ 1,2bilhão. Uma nova data da visita ao Legislativo deverá ser definida nos próximos dias.

O convite a Enio Branco partiu do líder do Governo, Evandro Magal (PSDB) atendendo solicitação do deputado Thiago Peixoto (PMDB), para que detalhe aos deputados a situação da empresa. Ele pretende explicar a operação de R$ 1,2 bilhão com  BNDES e Eletrobrás. “Queremos dar transparência total às negociações, não apenas para a classe política, mas também para a sociedade de Goiás”, diz ele. 

Antes do Carnaval, Enio Branco acompanhou o secretário Jorcelino Braga, da Fazenda, em reunião com Arno Augustin, na Secretaria do Tesouro Nacional, em Brasília. 

A negociação da Celg com o BNDES já se arrasta há pelo menos dois anos, desde a posse do governador Alcides Rodrigues, mas ganhou impulso no início do mês após reunião com o presidente Lula, testemunhada por Enio e Jorcelino Braga. Do encontro, saiu a batida do martelo para a operação de R$ 1,2 bilhão com o BNDES, que fixou posição em favor da venda de 41% das ações da estatal goiana, incluindo participação da Eletrobrás e outra empresa ainda não identificada.

Ato contínuo, Enio Branco anunciou a decisão do Governo de Goiás de vender as ações, mas Alcides Rodrigues interrompeu as negociações ao defender novamente a concessão de empréstimo. No entendimento do Governo, manifestado em declarações à imprensa, o empréstimo daria fôlego financeiro à empresa, que teria suas ações valorizadas no mercado.  

Com o feriadão do Carnaval, as negociações foram novamente paralisadas, daí a decisão de a Assembleia Legislativa em debater o assunto em plenário. “Vamos questionar ao presidente da Celg – esclarece o deputado Thiago Peixoto -, sobre o crescimento desproporcional do passivo da empresa, que hoje é calculado em R$ 4 bilhões. Em 2005, o próprio Governo chegou a anunciar que os problemas financeiros da empresa estavam sanados.”

Para Evandro Magal, líder do Governo, a presença de Enio Branco em plenário vai esclarecer todas as dúvidas, reforçando a ideia de transparência. “Essa é a marca registrada do Governo de Alcides Rodrigues”, completa. 
 

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