Situação e oposição discordam sobre origem do endividamento da Celg
Durante o pequeno expediente desta terça-feira, 3, o deputado Thiago Peixoto (PMDB) questionou da tribuna o adiamento da reunião que o presidente da Celg, Enio Branco, teria com os deputados. O peemedebista afirmou que o dirigente da companhia energética "deve satisfações à sociedade".
Rebatendo o parlamentar, o deputado Misael Oliveira (PDT) foi também à tribuna e afirmou que Thiago Peixoto “por ser um deputado debutante na política, deveria se informar melhor sobre a história de Goiás e o episódio da Celg e Cachoeira Dourada, que se iniciou em 1982, com o Governo do seu partido”.
”Parece que seu pai, o ex-ministro Flávio Peixoto, não te falou toda a história da Celg deputado. Mas, pode ter certeza, que o lado podre da história existe e todos sabem que os reais responsáveis pelo afundamento da Companhia foram os Governos de seu partido”, criticou Misael.
Thiago questiona o ponto fundamental da questão, o porquê de, em 2005, o Governo do então governador Marconi Perillo ter divulgado que a Celg estava bem, tendo lucros e que o problema de Cachoeira Dourada tinha sido resolvido. Três anos depois, o governador Alcides mostra um balanço contrário, de quase falência.
”A questão é que a Celg fez uma manobra contábil não lucrativa. Os problemas de pontos de gestão estão equivocados, principalmente em relação a gastos com juros. É esse esclarecimento que buscamos do presidente Enio Branco. Como a companhia que dizia estar bem em 2005, apresenta um enorme endividamento em 2008?”, pergunta o parlamentar.