UEG
Nova líder do PMDB na Assembleia Legislativa, a deputada Mara Naves anuncia posição contrária da bancada à mudança constitucional no sistema de repasses de verbas para a Universidade Estadual de Goiás (UEG). “É uma alteração que pode prejudicar o futuro da Educação universitária em Goiás”, justifica.
O Projeto de Emenda Constitucional, que trata da nova metodologia de recursos para a UEG, foi desanexado da Adequação Constitucional, mas Mara Naves lembra que sua aprovação pode significar um retrocesso. “A mudança acaba com o direito constitucional às verbas para a universidade (2%), Secretaria de Ciência e Tecnologia (0,5%) e também para pesquisas na Agropecuária (0,25%)”, argumenta.
Para a parlamentar, "o Governo quer reduzir a verba da Fapeg para 0,1% e da Sectec para 0,1%. Isso é um absurdo e vamos votar contra.” Através da imprensa, a deputada federal e ex-secretária da Educação e de Ciência e Tecnologia, Raquel Teixeira (PSDB), também protestou contra a aprovação da matéria.
Mara Naves também marca posição do PMDB em relação à PEC que anistia ex-servidores da Caixego, liquidada extrajudicialmente. “O PMDB está ao lado dos servidores nesta questão e vota pelo retorno deles ao serviço público”, avisa, justificando saída do plenário de deputados do partido na votação do projeto de adequação constitucional na noite de terça-feira.
“Se até na bancada do Governo estava faltando deputados, porque iríamos dar quórum para referendar a decisão?”, indaga Mara Naves, acrescentando: “Queremos que essa votação seja feita às claras, com transparência, com presença da imprensa e de todos os deputados.”