Farra do crédito
O deputado Romilton Moraes (PMDB) retomou durante as Discussões Parlamentares o debate sobre a situação dos frigoríficos em Goiás. O peemedebista havia discutido os efeitos da crise financeira sobre os produtores agropecuários e o mercado internacional no Pequeno Expediente.
Romilton Moraes disse que houve calotes no pagamento dos frigoríficos aos pecuaristas. De acordo com ele, a queda nos preços do leite e da carne foi insuficiente para cobrir os custos de produção.
"A renegociação dos débitos esbarra em dificuldades. Temos de aprender que a pecuária brasileira gera empregos e recursos. O mercado da carne e derivados do leite movimenta parte importante da economia. Sem a matéria-prima não é possível falar na indústria da transformação. É preciso que o Governo ofereça segurança aos empresários que produzem", defendeu o peemedebista.
Romilton Moraes afirmou ainda que houve um boom de crescimento antes da crise, lastreado na oferta fácil de créditos. O deputado disse que os empresários apostaram na aquisição de grupos no exterior, mas hoje encontram dificuldades para honrar os compromissos na medida em que a crise financeira se aprofunda.
"A farra do crédito sempre causa dor de cabeça. Quando os recursos enxugam da noite para o dia prejudica todo o mercado. Depois, houve a farra cambial. A paridade do real em relação ao dólar, quando o câmbio tornou-se flutuante, prejudicou os investimentos de grandes empresas, o que causou reflexos sérios para os produtores de pequeno porte", afirmou o peemedebista.