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Ações pelo fim da violência nas escolas públicas de Goiás

11 de Março de 2009 às 10:36
A violência nas escolas tem concentrado atenções de educadores e políticos. O deputado Frei Valdair (PTB) aborda o assunto em artigo publicado no jornal "Diário da Manhã", edição de 10.03.2009.
* Frei Valdair é deputado estadual pelo PTB e 2º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa

Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Assembleia Legislativa, nos últimos dois anos, acompanhei, em visita aos colégios estaduais no Estado, a necessidade de medidas para conter o aumento da violência nas escolas públicas de Goiás. Nos últimos meses, os registros oficiais têm apontado uma situação alarmante e insustentável. Os principais jornais do Estado destacam manchetes, quase diariamente, denunciando a explosão de atos violentos cometidos dentro de nossas escolas.

São diversas as formas de violência cometidas nos estabelecimentos de ensino público no Estado. Porte de arma, lesão corporal, ameaça, uso de drogas e injúria se tornaram práticas frequentes nas unidades escolares da rede pública em Goiás. Até um caso de estupro foi registrado em uma escola em Goiânia. Um verdadeiro absurdo.

Além dos baixos salários e da falta de condição de trabalho de nossos professores, da precariedade da infraestrutura das unidades, agora falta até segurança para alunos e professores dessas escolas.

Os pais estão com medo de mandarem seus filhos para as escolas. Os professores e todos os outros profissionais da Educação são vitimados por essa violência, com agressões físicas e psicológicas. Nesse cenário de insegurança, estão nossas crianças. Evidente que, além dos males físicos, a violência afeta diretamente o nível de aprendizagem dos menores.

Tenho consciência que o problema da segurança pública é complexo, afeta toda a sociedade, nas diversas camadas sociais, mas é necessário medidas mais enérgicas contra os absurdos atos violentos cometidos nas escolas públicas em Goiás.

Elaborei um projeto na Assembleia Legislativa que previa a adoção de medidas preventivas e cautelares em favor de educadores e alunos da rede de ensino fundamental e médio no Estado. Dentre as medidas, constavam a implantação de detectores de metais nas escolas e determinava o afastamento cautelar e a transferência do educador ou aluno para outra unidade enquanto perdurar a potencial ameaça. Além disso, o Estado seria responsável por prestar assistência às vítimas e infratores. Contudo, o projeto foi rejeitado na Assembleia.

Ressalto aqui o oportuno momento para cobrar uma postura mais eficiente das autoridades, a fim de resolver esse problema. A Campanha da Fraternidade deste ano, promovida pela Igreja Católica, quer fomentar o debate sobre segurança pública, indicando a diminuição das desigualdades sociais, como caminho para a conquista da paz. Está na hora de as autoridades tomarem uma atitude firme para minimizar a violência nas escolas. Cabe à sociedade cobrar medidas concretas para combater a insegurança nos estabelecimentos de ensino em Goiás.

Diante da complexidade que envolve a violência nas escolas e a dimensão que o problema atingiu em todo o Estado, vou promover, na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira, dia 12, a partir das 9 horas, uma audiência pública, a fim de ampliar a discussão com todos os segmentos envolvidos com a questão e tirar possíveis soluções para impedir a explosão da violência nas escolas. Secretários da Educação, da Segurança Pública, deputados, gestores educacionais, professores, alunos, enfim, toda a sociedade preocupada com o problema, deve comparecer nesta audiência, para, juntos, debatermos ações de enfrentamento dessa triste realidade em nossas escolas. Não podemos mais ser omissos diante desse grave problema.

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