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Rodovias

13 de Março de 2009 às 08:53
José Nelto se encontra com governador Alcides Rodrigues e secretário Sérgio Caiado e discute privatização de rodovias.

O deputado José Nelto (PMDB) confirma que manteve encontro com o governador Alcides Rodrigues e o secretário Sérgio Caiado, de Infraestrutura, para discutir a proposta de privatização de rodovias goianas. “Fui dizer que essa proposta não passa na Assembleia Legislativa”, diz ele.

Segundo José Nelto, a idéia de privatização de rodovias já foi tentada em Goiás, mas sem sucesso, durante o governo de Maguito Vilela. “Cobrança de pedágio não funciona e deputado que vota a favor está cavando sua própria sepultura”, argumenta ele, esclarecendo que sugeriu ao Governador a utilização dos recursos do IPVA para a conservação de rodovias.

“Outra alternativa poderia ser a construção de estradas duplicadas, bem conservadas e, aí, sim, iniciar o processo de privatização, mas cobrar pedágio imediatamente sem rodovias duplicadas não dá”, argumenta.

No encontro com Alcides Rodrigues, segundo José Nelto, foram tratados também assuntos polêmicos como a CPI da Celg e a emenda constitucional que modifica a metodologia nos repasses para a Universidade Estadual de Goiás. No caso da Celg, o deputado do PMDB defende a união da classe política de Goiás para resolver o problema da dívida e chega a sugerir um grande encontro com o presidente Lula, com a participação de senadores, deputados federais, estaduais e prefeitos para sensibilizar o Governo Federal a apresentar uma nova alternativa.

“Temos uma grande representação no cenário Nacional e isso pode forçar o presidente Lula a resolver o problema, quem sabe através de empréstimo ao Estado”, diz ele, lembrando os cargos ocupados por Marconi Perillo (vice-presidente do Senado), Henrique Meirelles (Banco Central), Juquinha das Neves (Valec), Sandro Mabel (líder do PR), Jovair Arantes (líder do PTB), Ronaldo Caiado (líder do DEM) e Iris Araújo (presidente do PMDB).

Sobre a PEC da UEG, José Nelto conta que deu veredicto para Alcides Rodrigues: “Essa emenda não passa também na Assembleia, uma vez que fica muito difícil para um deputado justificar voto contra mais recursos para a Educação.”

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