Frigoríficos
Os frigoríficos goianos enfrentam dificuldades diante da redução de exportação de carne provocada pela crise financeira internacional. Este fato, somado com a Lei de Recuperação Judicial, que não não prevê um prazo máximo para o parcelamento de débitos para empresas em recuperação, são fontes de preocupação para os criadores de gado do Estado.
Para presidente da Associação Goiana dos Produtores de Novilho Precoce, Ronam Antônio Azzi, a situação é muito delicada, pois há de frigoríficos que, respaldados na lei, parcelaram seus débitos em até 20 anos. "Enquanto isso, o produtor possui vários compromissos financeiros que precisam ser saldados à vista", ressaltou.
O presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, deputado Tiãozinho Costa (PTdoB) partilha da mesma opinião e defende a organização dos criadores para vender apenas àqueles frigoríficos que ofereçam a segurança dos pagamentos. “Esta tarde vou tentar sensibilizar meus colegas parlamentares sobre os impactos sofridos com o setor com este problema e com o fim dos incentivos do Programa de Novilho Precoce”, afirmou.
Tiãozinho Costa e Ronam Antônio Azzi participam na manhã desta quarta-feira, 18, de audiência pública para discutir a retirada dos incentivos fiscais ao Programa do Novilho Precoce e a crise que atinge os pecuaristas por causa da inadimplência dos frigoríficos. A audiência, promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, acontece na Sala Solon Amaral.