Enfermagem, 30 horas já!
No Estado de Goiás são aproximadamente 30 mil profissionais da Enfermagem, dentre eles enfermeiros, técnicos e auxiliares que atuam nas redes pública, privada e filantrópica. Tais profissionais exercem função essencial na vida dos indivíduos, que permeiam em ações de responsabilidade e defesa das causas sociais e saúde. Possuem jornadas de trabalho exaustivas e ininterruptas, o que consequentemente os levam a condições de trabalho estressantes, além de estarem expostos a situações de risco e de dor, pois a atividade exercida reúne no seu cotidiano a difícil missão de lidar com a vida, a angústia, ansiedade e muitas vezes com a morte de outro ser humano.
Para proporcionar melhores condições de trabalho e promover a qualidade de vida dos trabalhadores, necessitamos de mudança na regulamentação da jornada de trabalho. Mudança essa que está prevista no Projeto de Lei nº 1.891, de 2007, de autoria do deputado federal Mauro Nazif (PSB/RO). O projeto trata da carga horária semanal dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem.
A jornada de 30 horas semanais é um direito dos trabalhadores, pois os mesmos estão expostos aos riscos ocupacionais inerentes a sua atividade profissional. É uma luta pela valorização e dignidade dos responsáveis por grande parte das ações de prevenção de doenças no Brasil. Luta essa que abraçamos para acomodar toda sociedade a uma saúde justa e integral.
Há mais de 20 anos como sindicalista, um dos fundadores do imprescindível Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde – SindSaúde – e parlamentar, participo de forma explícita e direta e sem subterfúgios de todas as lutas da Enfermagem, seja pela questão salarial, redução e condições da jornada de trabalho e, principalmente, pela redemocratização do sistema Coren/Cofen – conselhos Regional e Federal de Enfermagem – e ainda pelo exercício profissional, debatendo a aprovação do projeto de lei que visa à redução da carga horária para 30 horas dos profissionais da Enfermagem.
E nessa batalha social aos profissionais que permanecem na assistência, multiplicamos nosso apoio e presença na organização e funcionamento de todos os serviços de saúde, e que os mesmos estejam preparados física e emocionalmente para acolher e cuidar das pessoas necessitadas.