Ícone alego digital Ícone alego digital

As mãos de Deus

20 de Março de 2009 às 12:39
Artigo do deputado Coronel Queiroz (PTB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 20.03.2009.

* Coronel Queiroz é coronel, ex-comandante da PM e deputado estadual pelo PTB



Assim como todo povo de Goiás, do Brasil e, por que não dizer, do mundo, também assisti perplexo às notícias sobre o acidente envolvendo o pequeno avião que foi arremessado, na quinta-feira da semana passada, sobre o estacionamento do Shopping Flamboyant, deixando mortos o jovem Kléber Barbosa da Silva, de 31 anos, e sua filha Penélope, de apenas 5 anos de idade. Imagino que falar neste momento sobre culpados pelo suicídio seguido de assassinato pouco acrescentaria a uma história tão trágica e triste.

O que mais me chamou atenção no desenrolar deste lamentável acontecimento, porém, foi um detalhe que lamentavelmente passou despercebido por muita gente: o fato das mãos de Deus terem impedido que o número de mortos e feridos fosse bem maior. Se alguém tem alguma dúvida, vamos a alguns detalhes, no mínimo, intrigantes. Quando foi arremessado para atingir a entrada principal do shopping, o avião, se tivesse chegado a seu destino programado, teria, na mais otimista das previsões, atingido dois seguranças que sempre estão de pé na recepção, pelo menos três funcionários do guichê que cobra o estacionamento, dois funcionários de um quiosque que vende sorvetes e três taxistas que ficam dentro de seus veículos, aumentando para 11 o número de vítimas fatais. Isso sem falar nas pessoas que, a todo o instante, entram e saem do shopping, como três que foram filmadas pelo circuito interno de segurança bem próximas de onde caiu a aeronave. Com mais estes frequentadores, o número de vítimas subiria para 14.

Faço aqui apenas uma projeção lógica, sem contar com as outras pessoas que ali estariam entrando ou saindo a pé ou em seus veículos. Mas não, antes de atingir a entrada, a aeronave encontrou a copa de uma árvore, reduzindo a velocidade em pelo menos 50%. Mais à frente, o avião, já danificado e sem força, bateu em alguns carros e, pasmem, em uma camionete de quatro portas (bem maior que um veículo convencional), o que impediu até mesmo que pedaços da aeronave pudessem atingir alguém. Ao analisar tantos fatos, convido para uma análise você, leitor de tão conceituado diário.


Seriam normais tantas coincidências ao mesmo tempo? Pouco movimento de pessoas àquela hora: copa de árvore, carros e uma camionete atravessada exatamente naquele que seria o caminho final para a chegada à portaria do shopping? Não, meus caros, não mesmo. Ali, sim, vivenciamos uma intervenção divina. Independente de qualquer religião, todo aquele que tem consciência de que vivemos sob o comando de um ser superior sabe que não cai uma folha sequer de uma árvore sem que Ele permita. Portanto, apesar de tudo programado e caminhado para uma tragédia sem precedentes na história de Goiânia e de Goiás, as mãos de Deus se fizeram presentes.


Lamentamos as vidas ceifadas de Kléber e da pequena Penépole, mas muito mais do que questionar tal tragédia temos a obrigação de, diariamente, elevarmos nossos pensamentos ao Alto e agradecer pela enorme quantidade de pessoas que escaparam ilesas daquele tenebroso 12 de março. Sim, meus caros, vivam com a certeza de que “alguém lá em cima” gosta muito, muito de nós. Esta semana, mais do que nunca, todos nós desse belíssimo Estado recebemos a confirmação de que Deus é brasileiro. E apaixonado pelos goianos.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.