Os juros nossos de cada dia
* Cilene Guimarães é deputada estadual do PR
Toda vez que se aproxima uma reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), cria-se uma grande expectativa sobre a redução dos juros. Os economistas, os empresários e a mídia fazem suas projeções, arriscam números, tentam antecipar a decisão dos tecnocratas de Brasília. Já o cidadão comum assiste a esse debate sem entender muito, perguntando por que tanto barulho para um resultado final insignificante, com quase nenhum reflexo nos juros que paga na compra de uma televisão, de um veículo? Para não falar das taxas cobradas do cheque especial e dos empréstimos bancários.
O resultado da queda da taxa selic, como tem acontecido ultimamente, nunca chega ao bolso do consumidor, que fica estarrecido ao ver no extrato bancário os valores cobrados pelo uso do cheque especial: algo em torno de oito, nove ou 10% ao mês. Quando recorre a empréstimo no mercado financeiro, as taxas também são astronômicas. Se compra algum bem de consumo financiado, paga até o dobro do produto adquirido. Aí surgem perguntas inevitáveis: a quem serviu a redução do juro anunciada pelo Copom? Quem está ganhando com taxas tão elevadas?
Os juros pagos atualmente pelos brasileiros inibem o consumo e a produção, num país com imensas potencialidades, matéria-prima abundante, extensas áreas para plantio e pecuária, mercado interno consumidor forte e potencialidade para exportação. Se mesmo com uma das maiores taxas de juro do mundo temos um País em franco desenvolvimento e inquestionáveis ganhos sociais, imagina se fosse dado ao nosso consumidor e produtor, entenda-se aí o comércio, a indústria e a agropecuária, condições parecidas com os países europeus e da América do Norte, onde os juros giram em torno de um, dois ou três por cento ao ano? O brasileiro não exige tanto, mas não suporta mais pagar valores irracionais.
Não interessa ao País o enfraquecimento do seu sistema financeiro. Mas os bancos precisam entender que dependem dos depósitos do comércio, da indústria e da agropecuária para sobreviver, setores responsáveis pela produção nacional. Dependem do dinheiro depositado pelo povo brasileiro, pelo trabalhador e pelo empresário. Os lucros gigantescos auferidos pelos bancos, anunciados pela mídia, são uma demonstração clara do desequilíbrio no relacionamento cliente-banco, pois alguém está pagando essa conta.
A redução das taxas de juro não pode continuar apenas registrada nos papéis do Banco Central. Ela tem que chegar ao bolso do contribuinte, ou melhor, aos empréstimos que financiam o desenvolvimento do País. Não é justo, não é ético, que o cidadão comum pague juros astronômicos e receba migalhas nas suas aplicações financeiras. Os parcos salários do trabalhador brasileiro não podem mais continuar financiando os lucros astronômicos dos bancos. Não é justo e não é ético, é inaceitável.
Toda vez que se aproxima uma reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), cria-se uma grande expectativa sobre a redução dos juros. Os economistas, os empresários e a mídia fazem suas projeções, arriscam números, tentam antecipar a decisão dos tecnocratas de Brasília. Já o cidadão comum assiste a esse debate sem entender muito, perguntando por que tanto barulho para um resultado final insignificante, com quase nenhum reflexo nos juros que paga na compra de uma televisão, de um veículo? Para não falar das taxas cobradas do cheque especial e dos empréstimos bancários.
O resultado da queda da taxa selic, como tem acontecido ultimamente, nunca chega ao bolso do consumidor, que fica estarrecido ao ver no extrato bancário os valores cobrados pelo uso do cheque especial: algo em torno de oito, nove ou 10% ao mês. Quando recorre a empréstimo no mercado financeiro, as taxas também são astronômicas. Se compra algum bem de consumo financiado, paga até o dobro do produto adquirido. Aí surgem perguntas inevitáveis: a quem serviu a redução do juro anunciada pelo Copom? Quem está ganhando com taxas tão elevadas?
Os juros pagos atualmente pelos brasileiros inibem o consumo e a produção, num país com imensas potencialidades, matéria-prima abundante, extensas áreas para plantio e pecuária, mercado interno consumidor forte e potencialidade para exportação. Se mesmo com uma das maiores taxas de juro do mundo temos um País em franco desenvolvimento e inquestionáveis ganhos sociais, imagina se fosse dado ao nosso consumidor e produtor, entenda-se aí o comércio, a indústria e a agropecuária, condições parecidas com os países europeus e da América do Norte, onde os juros giram em torno de um, dois ou três por cento ao ano? O brasileiro não exige tanto, mas não suporta mais pagar valores irracionais.
Não interessa ao País o enfraquecimento do seu sistema financeiro. Mas os bancos precisam entender que dependem dos depósitos do comércio, da indústria e da agropecuária para sobreviver, setores responsáveis pela produção nacional. Dependem do dinheiro depositado pelo povo brasileiro, pelo trabalhador e pelo empresário. Os lucros gigantescos auferidos pelos bancos, anunciados pela mídia, são uma demonstração clara do desequilíbrio no relacionamento cliente-banco, pois alguém está pagando essa conta.
A redução das taxas de juro não pode continuar apenas registrada nos papéis do Banco Central. Ela tem que chegar ao bolso do contribuinte, ou melhor, aos empréstimos que financiam o desenvolvimento do País. Não é justo, não é ético, que o cidadão comum pague juros astronômicos e receba migalhas nas suas aplicações financeiras. Os parcos salários do trabalhador brasileiro não podem mais continuar financiando os lucros astronômicos dos bancos. Não é justo e não é ético, é inaceitável.