Sabatina
Foi aprovada hoje, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), a indicação do engenheiro Felício José Ciro Neto para o cargo de diretor de transportes da Agência Goiana de Regulação (AGR).
O candidato ao cargo iniciou sua explanação fazendo uma retrospectiva do sistema de transportes ao longo da história de Goiás. "O sistema rodoviário inter-municipal nunca teve planejamento, com o sistema se expandindo sem intervenções do poder público", afirmou. Segundo Felício, o sistema de transportes em Goiás possibilitou inclusive o surgimento da clandestinidade. "Por isso, precisamos de soluções técnicas de curto e médio prazo, nas áreas de planejamento, fiscalização e economia", propõe. O engenheiro está sendo sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Entre outras questões, os deputados pediram ao candidato que, uma vez efetivado na função, passasse deixar de fiscalizar em excesso o transporte alternativo e deixar de fazer "vista grossa" para o transporte convencional. "Temos de exigir mais daqueles que são mais fortes", afirmou o Wagner Guimarães (PMDB). O também peemedebista Luís Carlos do Carmo disse que o candidato ao cargo de diretor da AGR erra ao dizer que o transporte alternativo piorou o sistema rodoviário intermunicipal. "Na verdade, o sistema convencional ficou arcaico e, por isso, o alternativo - mesmo que clandestino - ganhou espaço", sustentou.
O engenheiro Felício José respondeu aos deputados dizendo que o problema maior do sistema alternativo de transportes é a ilegalidade. "E é complicado para a AGR cobrar mais o sistema convencional, já que temos a proliferação do sistema clandestino, sem contar que eu não sei se o sistema alternativo oferece um serviço melhor e mais seguro", ponderou.
Já o líder do Governo na Casa, deputado Evandro Magal (PSDB), pediu "um canal aberto entre a AGR e a Assembleia". O pepista Carlos Silva destacou o fato de Felício ser "uma pessoa séria, honesta e honrada, à altura do cargo que vai ocupar".
A aprovação, unânime, ocorreu após sabatina dos deputados com o candidato ao cargo. A arguição ao engenheiro constava do projeto de lei 0381, de autoria da Governadoria, que tramitava na Assembleia desde 17 de fevereiro.