Comissão de Minas e Energia aprova agenda de trabalho
A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa abriu suas atividades neste ano, aprovando uma agenda de trabalho e suas prioridades. Inicialmente, serão realizadas sete audiências públicas em cidades estratégicas e dois seminários, nos meses de maio e outubro.
Presidente da Comissão, o deputado Júlio da Retífica (PSDB) apresentou as sugestões para a agenda de trabalho, que foram acompanhadas pela vice-presidente, deputada Betinha Tejota (PSB); e pelo deputado Tiãozinho Costa (PTdoB), membro titular; que fizeram questão de cumprimentar o novo presidente pela sua disposição de trabalho. “Vamos ter muito trabalho, porque Goiás é o 3º Estado em produção mineral do País”, frisou Júlio.
Foram propostas realizações de audiências públicas em Minaçu, Niquelândia, Alto Horizonte, Crixás, Mara Rosa, Catalão, Iporá e Porangatú, cidades que concentram atividades minerais como base econômica e estão em regiões de desenvolvimento ligadas às atividades minerais e de produção de biocombustíveis, “além de envolvermos os Arranjos Produtivos Locais (APL’s)”, afirmou Júlio da Retífica.
Também foram aprovadas as realizações de dois seminários, integrados a exposições temáticas, fórum de debates, nos meses de maio e outubro, na Assembleia Legislativa, onde serão discutidas, de forma interligada, as áreas de recursos minerais, modelo energético e biocombustíveis.
Por sugestão de Betinha Tejota, ficou definido que o primeiro seminário vai dar destaque para a questão do amianto, sobretudo o crisotila, produto explorado há 30 anos em Minaçu e que vem enfrentando resistência comercial. “Vamos provar, inclusive com a participação de técnicos de universidades, como USP e UNB, que o amianto não faz mal a vida humana”, salientou Betinha. Ficou definido que o seminário será realizado no final de maio, para aproveitar a realização do Rally dos Sertões, que passa por Minaçu, em junho.
Júlio da Retífica deixou bem claro que a Comissão de Minas e Energia vai exercer toda sua competência, mas em sintonia com outras áreas, como meio ambiente. Adiantou que vai defender municípios que são prejudicados por municípios vizinhos que exploram minas. Citou o exemplo de Nova Iguaçu, que é prejudicado pela mina de ouro e níquel de Alto Horizonte.