Thiago Peixoto avalia três anos de Governo Alcides
O deputado Thiago Peixoto (PMDB) diz que os três anos de Governo Alcides Rodrigues (PP), completados nesta quarta-feira, 1º de abril, mostram uma gestão preocupada com “déficits, superávits, números, percentuais, cifras, planilhas”, mas sem ter “o cidadão como foco”.
O peemedebista afirma que, mesmo focado em números, o Governo não vai bem nem nessa área. “O Governo é cúmplice e também responsável por toda esta quebradeira generalizada no Estado”, afirma. Peixoto destaca que, em discurso de posse na sacada do Palácio das Esmeraldas, Alcides dizia se sentir honrado por ter “compartilhado o Governo desde o início” com seu antecessor.
Peixoto também lembra que, no discurso de posse, Alcides prometeu um Governo voltado para a área social. “Não foi o que aconteceu, já que houve redução do programa Bolsa Universitária, fim do Salário Escola, meses e meses sem pagar o Renda Cidadã e agora tenta-se diminuir as verbas da UEG”.
O deputado ainda questiona o fato de Alcides ter ido inúmeras vezes à sua fazenda no Sul do Pará, enquanto o Estado estava em dificuldades. E critica o fato de o Governo ainda não ter fechado seu secretariado, contrariando o discurso de posse, que prometia o anúncio dos auxiliares de uma só vez. “Até hoje Alcides está trocando auxiliares e redefinindo nomes. Foram mais de 15 saídas de secretários”, afirma.
Na Educação, Peixoto critica Alcides por ameaçar extinguir a Fapeg, querer reduzir repasses para a Universidade Estadual de Goiás, não pagar o piso para professores e não cumprir a promessa de transformar todas as escolas públicas em tempo integral.
Na área da Saúde, o peemedebista diz que o Hospital da Região Noroeste ainda nem existe, hospitais de Aparecida de Goiânia e de Trindade estão sem funcionamento pleno e os hospitais do Entorno do Distrito Federal estão parados, aguardando verba. “Há ainda falta de comando: quatro secretários já passaram pela pasta”, criticou.
Por fim, Thiago diz que “não se pode esquecer” da reforma administrativa, cujo período que compreende o anúncio de que seria feita a reforma e sua devida implantação é de mais de um ano.