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"É uma falácia dizer que o amianto causa câncer”, diz Júlio

06 de Abril de 2009 às 11:09

Presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa, o deputado Júlio da Retífica (PSDB) falou sobre a possibilidade da proibição da extração de amianto no município de Minaçu. A fibra mineral é responsável por cerca de 80% do ICMS do município, que atualmente responde por uma das maiores arrecadações do Estado.

O deputado afirmou que conhece pessoalmente a realidade da cidade e que sabe da importância econômica do amianto para a região. Quanto aos supostos prejuízos à saúde causados pela extração e uso do amianto, o deputado declarou que esta afirmação é fruto principalmente de interesses econômico de entidades ligadas à fibra sintética que substitui o amianto. “Como a fibra do amianto é mais barata e de qualidade superior, criou-se esta falácia para retirar o produto do mercado”, ressaltou.

Segundo o Júlio da Retífica, existem estudos científicos que comprovam que o amianto do tipo crisotila, encontrado em Minaçu, não traz prejuízos à saúde, desde que manuseado de forma responsável. “Qualquer espécie de pó, como o de cimento, de ferro, de calcário ou mesmo a própria poeira, pode gerar graves enfermidades, caso sejam manipulados sem os devidos cuidados”, explicou.

O parlamentar também lembrou que o índice de câncer no município é considerado baixo em comparação a outros municípios. “A Sama S/A, empresa responsável pela extração da fibra é muito responsável neste sentido, promovendo todas as medidas de segurança para seus funcionários. Existem casos de famílias que há três gerações trabalham na mesma empresa. Se o amianto fosse tão prejudicial, será que os pais permitiram que seus filhos trabalhassem nesta empresa?”, questionou.

Segundo o parlamentar, a Comissão de Minas e Energia deve realizar uma audiência pública sobre a questão ainda este semestre no próprio município de Minaçu.

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