"Banco do Centro Oeste só vai gerar mais empreguismo, burocracia e despesas"
O deputado estadual Romilton Moraes (PMDB) tem dúvidas sobre a importância de se criar o Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste. Segundo o deputado, “mais importante que criar instituições, é desenvolver políticas de desenvolvimento e disponibilizar mais recursos”.
O Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste (BDCO) pode estar regulamentado em dois meses. No início, a nova instituição financeira vai operar basicamente com recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), mas há a expectativa de receber aporte de outros recursos.
O Banco do Brasil é o banco que hoje gerencia tais recursos, porém, eventualmente, é alvo de críticas no sentido da demora em analisar os projetos, fazendo com que os estados percam o dinheiro, prejudicando assim o desenvolvimento da região, que supostamente, sem o financiamento do FCO, faz com que empresários optem por outras regiões do país.
Para Romilton, não existe demora, e sim um processo burocrático necessário para levantar dados e garantias ao se conceder os empréstimos, que são feitos a quem for de direito, independente de “escolhas apadrinhadas” que possam ser facilitadas com a existência de um controle regional.
“Por medidas como essas é que o Brasil hoje se encontra menos afetado aos efeitos da crise”, ressalta o deputado, ao destacar a ótima conduta que o Banco do Brasil exerce no tocante a concessão de crédito, com a devida responsabilidade. Neste sentido, o parlamentar não entende a importância de se criar uma nova instituição.
“Já temos o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. E a criação de um novo banco servirá apenas para criar mais empreguismo, burocracia e, inevitavelmente, um grande aumento de custos para gerenciar os recursos”.
A proposta teve origem em projeto (PLS 303/08) de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que criava a Agência de Fomento para o Centro-Oeste S.A. como instrumento para estimular o desenvolvimento econômico e social, bem como, para atrair e harmonizar ações e investimentos nos quatro Estados da região. A sede do Banco, está prevista para Brasília.