Em defesa da imprensa livre
* Padre Ferreira é deputado estadual e líder do PSDB na Assembleia (www.padreferreira.com.br)
A homenagem prestada pela Assembleia Legislativa de Goiás na noite da última segunda-feira (6) a 65 jornalistas goianos foi mais do que justa. São profissionais que muito contribuíram e contribuem para o engrandecimento da profissão e o acesso fácil à informação por todas as classes sociais. Por isso, fizeram e fazem por merecer a medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.
Ser jornalista não é tarefa fácil. É preciso compreender a importância de se lidar com um bem precioso, a informação. Tratá-la com respeito, ética e dignidade é a meta de cada profissional. Colocá-la no papel, divulgá-la pela televisão ou pelas ondas de rádio e agora mais recente pela internet, é missão nobre, delegada a poucos escolhidos.
Como deputado estadual, convivo com jornalistas praticamente todos os dias. Entendo bem a correria deles atrás de notícias. Sei ainda o quanto é difícil e complicado levar informações às pessoas. Por isso, sempre que pude, tratei de facilitar ao máximo o trânsito destes profissionais em meu gabinete ou escritório político em Rio Verde.
O acesso à informação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país. Não existe sociedade sem jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão. É preciso uma imprensa séria, ética e vigilante. Só assim é possível continuar caminhando rumo ao futuro, rumo a um país melhor.
Mas a imprensa precisa ser livre, cerceá-la, jamais. Por isso, entendo que é necessário criar incentivos para que a imprensa continue se expandindo. O crescimento da mídia é importante para todos. Só assim teremos mecanismos de vigilância institucional mais fortes, além de fomentar a confecção de reportagens que levem melhorias ao dia-a-dia das pessoas.
Se hoje o País conseguiu se livrar da ditadura, a imprensa livre, séria e ética teve participação fundamental. Jornais como o Estado de S. Paulo desafiaram o poder dos generais para informar à população. Através de editoriais e artigos de cidadãos renomados, a publicação colocou o povo a par do que ocorria nos porões dos quartéis.
Em Goiás, o antigo Cinco de Março também teve papel importante na redemocratização. Liderado pelo jornalista Batista Custódio, hoje dono do Diário da Manhã, o jornal esteve ao lado do povo, condenando e divulgando as barbaridades e atrocidades que os interventores do governo militar faziam no Estado.
O próprio Batista Custódio teve de pagar com o fim do seu jornal e uma temporada na prisão por desafiar a ditadura. O Cinco de Março foi empastelado e Batista, preso, mesmo sem acusações plausíveis. Mas o jornalista não se deu por vencido. Recuperou-se e fundou o DM. O DM hoje é referência não só em Goiás, mas também no Centro-Oeste e no País.
Por isso, no Dia Nacional do Jornalista, comemorado ontem (7 de abril), deixo o meu abraço a todos os jornalistas de Goiás, do Brasil e do mundo. Que vocês continuem nesta nobre e árdua missão de informar com ética e respeito.