Pedido de apoio
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin (PSDB), recebeu os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego) e estudantes da Universidade Estadual de Goiás (UEG) na manhã desta quinta-feira, 16. Acompanhados do deputado Mauro Rubem (PT) estavam presentes alunos, professores e técnicos administrativos da Universidade, que realizaram manifestação contra a aprovação, em primeira votação, do piso salarial para os profissionais da Educação. Eles estão contrários, ainda, à redução do percentual do orçamento destinado à UEG e à falta de concurso público para servidores da área.
Na Sala da Presidência, o professor da UEG e integrante do Fórum de Defesa da instituição, Pítias Alves Lobo, entregou a Helder Valin um documento com dados de auditoria realizada na Universidade, que apontou várias irregularidades. O Presidente ouviu as reivindicações dos representantes do Sintego e da UEG e pediu que o documento da auditoria fosse entregue no protocolo da Casa. Quanto ao documento, o parlamentar explicou que não é o papel da Assembleia fazer com que as leis sejam cumpridas e, sim, do Poder Judiciário. Mas firmou o compromisso de dar o devido encaminhamento a todas as solicitações feitas.
De acordo com o Presidente da Assembleia, o projeto de piso salarial para os servidores da Educação será encaminhado à segunda votação e a sua aprovação será determinada pelos 41 deputados. Helder Valin afirmou que a gestão de recursos públicos muitas vezes não permite o alcance de metas ideais e com a velocidade com que seriam necessárias. “Acredito na construção de metas sempre dentro do possível”, afirmou.
Mauro Rubem
O deputado Mauro Rubem (PT) recebeu os alunos e professores no saguão externo da Casa. Segundo o parlamentar, as reivindicações são justas e fundamentais para a construção de uma Educação de qualidade no Estado. O deputado questionou o parcelamento do piso salarial para o Magistério. “O Governo Federal determinou que os Estados que já houvessem investido os 25% de seu orçamento em Educação, conforme determina a Constituição, receberiam os recursos para o cumprimento do piso. Se o Governo não pediu este recurso, é porque não investiu os 25%”, argumentou.
Os manifestantes protestavam principalmente contra a aprovação, em primeira votação de projeto, que determina o pagamento parcelado do piso salarial para os professores e agentes da Secretaria da Educação, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a verba da UEG para 0,25% do orçamento do Estado e a falta de concurso público para professores e técnicos administrativos da Universidade.