Conhecimento é peça fundamental na engrenagem do desenvolvimento
* Padre Ferreira é deputado estadual e líder do PSDB na Assembleia (www.padreferreira.com.br)
O conhecimento é a base do desenvolvimento de qualquer nação. Nenhum país chega ao primeiro mundo sem antes investir de maneira maciça em educação e leitura. A realização da segunda edição da Bienal do Livro em Goiás é um passo adiante neste sentido. É preciso incentivar a leitura de livros em todas as faixas de idade.
A segunda Bienal do Livro, a ser realizada entre os dias 29 de abril e 3 de maio, no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia, deve abrigar 204 oficinas, 27 palestras com temas ligados à educação e à produção cultural, 19 cursos, 40 lançamentos de livros e 34 espetáculos artístico-culturais, entre outras atividades.
O evento homenageia o escritor Bariani Ortêncio e é muito valioso, principalmente para as crianças, que, incentivadas desde cedo, se tornam adultos consumidores de livros no futuro. É preciso que nossos jovens tenham o hábito de conviver com livros, que façam das publicações também uma atividade de lazer, da mesma forma que ocorre hoje com o computador e videogame.
A leitura abre novos mundos ao cidadão. Só aprender a ler e a escrever não é suficiente em uma sociedade moderna como a nossa. É preciso também compreender o que se está lendo, colocar fim aos chamados “analfabetos funcionais”, que são pessoas, segundo a Unesco, que conseguem ler, mas não interpretam os textos.
O analfabetismo funcional é um sistema perverso e silencioso, pois trata-se de pessoas que frequentaram os bancos escolares, sabem ler, escrever e contar, mas não têm acesso a livros e crônicas. Caso tivessem o hábito diário da leitura, como ocorre nos países de primeiro mundo, poderiam mudar esta escrita, literalmente.
Mas esta mudança também passa pelo compromisso de pais com os filhos. Não basta apenas o governo investir em bienais (só nesta edição serão gastos R$ 5 milhões), em escolas e em bibliotecas se os familiares, em casa, também não incentivarem as crianças. Pais são exemplos para os filhos, precisam também ter hábitos de leitura.
Um jovem que cresce com conhecimento literário tem maior facilidade na escrita. Terá mais chances de passar no vestibular, principalmente na prova de redação. Quando estiver trabalhando, não terá dificuldades em redigir textos, se for advogado, escreverá petições mais concisas, ser for jornalista, reportagens melhores e assim por diante.
Sem falar que abrirá a mente ao conhecimento. Uma pessoa bem informada tem mais discernimento para distinguir o certo do errado. Poderá escolher melhor nossos políticos na hora do voto, ao invés de só reclamar após as eleições. Ganha o cidadão e a sociedade. Ganha ainda as empresas, que terão melhores profissionais.
Por isso, defendo investimento maciço em leitura. O conhecimento é peça fundamental na engrenagem do desenvolvimento. Como bem disse o escritor Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros.” E o Brasil, mais do que nunca, precisa de livros. Parabéns ao governo de Goiás pela iniciativa de promover mais uma Bienal do Livro.