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O Norte e o Noroeste de Goiás na ponta do crescimento

22 de Abril de 2009 às 19:05
Artigo da deputada Betinha Tejota (PSB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 04.04.2009.

* Betinha Tejota é deputada estadual e  administradora de empresas. www.betinhatejota.net


Uma nova fronteira agroindustrial e política se levanta em Goiás. A região, aos poucos, deixa de ser “pedinte”, dá um salto de desenvolvimento e passa a ser decisiva para o crescimento do Estado através da geração de emprego e riquezas, impulsionado ainda mais com a Ferrovia Norte-Sul, que, de fato, será uma divisa histórica no progresso goiano, partindo de Anápolis até a divisa com o Tocantins. Sem dúvida alguma, é um momento excepcional para Goiás.

Um polo de desenvolvimento fortalece municípios que vão desde os Vales do São Patrício e do Araguaia ao Extremo Norte do Estado, onde estão Minaçu e Campinaçu. Destaque para o rebanho bovino, sobretudo em Nova Crixás, o maior produtor de gado do Estado e o décimo maior produtor de bovinos do País com um rebanho de mais de 715 mil cabeças, o equivalente a 0,4% da produção nacional, e São Miguel do Araguaia, onde está o segundo maior rebanho do Estado, além da agricultura irrigada, a produção de biodiesel, mineração e turismo, um dinamismo que tem feito várias lideranças políticas voltar os olhos para os louros do Norte.

O setor de mineração tem gerado bilhões em investimentos na região. O polo mineral de Crixás, por exemplo, tem produzido quase seis toneladas de ouro por ano com valores estimados na casa de R$ 300 milhões. Em Minaçu, a Sama mantém a maior exploração de amianto e crisotila no País, na mina de Cana Brava, onde a empresa fez previsão de investimento, só em 2008, de mais de R$ 20 milhões. Em Novo Horizonte, a mineração Maracá, do grupo canadense Yamana Gold, está investindo R$ 287 milhões em sua mina de Chapada, R$ 89 milhões só neste ano, de acordo com a assessoria da empresa. A expansão da empresa pretende aumentar a produção de cobre e ouro em 50%, uma demanda que deve abrir 500 novos empregos.

O biodiesel também leva progresso para o Norte. Em Porangatu, a empresa Bionasa produz óleo a partir de gordura animal e produtos vegetais oleaginosos (girassol, soja e pinhão-manso). São mais de 200 mil toneladas de biodiesel por ano.

Do combustível para a alimentação. Os produtores rurais que atuam no Projeto de Irrigação Luís Alves, em São Miguel do Araguaia, devem colher, nesta safra, 160 mil sacas de arroz. Por meio de convênio assinado pela Secretaria Estadual do Planejamento com o Ministério da Integração Nacional, estão previstos R$ 18 milhões para investimentos no Projeto Luís Alves, só neste ano. Os recursos vão ser usados na ampliação da área de plantio irrigado em mais 1,8 mil hectares, totalizando 4,62 mil hectares de área plantada de arroz irrigado até o fim de 2009. Em Minaçu e Campinaçu, o Lago de Serra da Mesa também impulsiona a economia da região com a exploração anual do turismo ecológico. E, como não poderia ficar sem registro, a maior atração natural do Estado, o Rio Araguaia, que já chegou a receber até 30 mil turistas em alta temporada.

Todo esse balanço regional mostra que o Norte e o Noroeste do Estado têm um grande valor para Goiás. Uma importância social e econômica que tem equilibrado o nível de forças no Estado, desfazendo o antigo eixo do Sul e do Sudoeste. E agora, com o fortalecimento da Associação dos Municípios do Norte – Amunorte –, esse despontar ficará mais evidente nos próximos anos, e, além dos resultados econômicos para a região, as eleições do ano que vem vão mostrar uma nova vertente política de grande influência no processo eleitoral.

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