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"O Estado não sabe o que fazer com os índios", destaca professora

23 de Abril de 2009 às 11:48

Representante do Conselho Indígena Missionário (Cimi), órgão ligado a Igreja Católica, a professora Maria de Fátima Bezerra destacou a necessidade de articulação junto à sociedade para que todos defendam a causa indígena. A professora participou da audiência pública nesta quinta-feira, 23, que discute a afirmação cultural e resistência indígena em Goiás.

”O Estado não sabe o que fazer com os índios. Os índios não sabem que conhecimento traz a formação que o Estado joga nas aldeias”, destacou, reforçando a necessidade de uma articulação maior na luta pelos direitos dos indígenas. A professora lamentou exemplo de tribos no Estado onde as crianças estão sem aulas, porque o Estado não providencia professores especializados.

”Os índios são vistos no Brasil, com uma visão pejorativa ou idealizada, ambas com esteriótipos”, afirmou, dizendo que o sistema de cotas abriu as portas das faculdades para os índios, mas não oferece condições para se adaptarem dentro delas. “As culturas são dinâmicas. O fato dos índios utilizarem aparelhos eletrônicos ou assimilarem comportamentos dos brancos não faz com que eles percam a essência indígena”, relatou.

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