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Violência no campo

29 de Abril de 2009 às 19:16
Direitos Humanos e CPT debatem violência no campo, envolvendo posseiros, sem terra, ribeirinhos e camponeses.

A Assembleia Legislativa realizou na tarde desta quarta-feira, 29, numa promoção da Comissão de Direitos Humanos da Casa e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Auditório Costa Lima, audiência pública para discutir os casos de violência no campo que envolvem posseiros, sem terra, ribeirinhos e trabalhadores rurais. A abertura da sessão foi realizada no início da tarde, com apresentação teatral, no hall de entrada da Casa.

A audiência pública foi promovida pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, deputado Mauro Rubem (PT) e na oportunidade, a CPT divulgou dados sobre os conflitos no campo em Goiás, onde, em 2008, foram libertados 867 trabalhadores escravos, 32% a mais que no ano anterior.

O parlamentar disse que uma das principais preocupações é o aumento do trabalho escravo, tanto em Goiás quanto no resto do Brasil, e que têm envolvido principalmente a utilização de novas tecnologias, como a produção de etanol. “Vamos discutir a criação de projetos de lei que defendam essas pessoas e que visam coibir e punir quem incentivar ou usar esse tipo de forma trabalhista já abolida em nosso País”, acrescentou Mauro Rubem.

Representante do CPT nacional, Maria Madalena dos Santos acredita que a Assembleia é o lugar certo para se fazer esse debate. “Essa audiência trata de um assunto que afeta a vida do povo e nada melhor do que a Casa do povo para se discuti-lo”.

”Espero que o trabalhador se sinta a vontade nessa arena, que os parlamentares tomem consciência dos problemas que nos afetam, como o trabalho escravo e a exploração da mão de obra, e que possamos elaborar leis que restrinjam o acesso a verbas públicas, das pessoas que contribuam para a manutenção dessas praticas hediondas”, declarou Maria Madalena.

Além do deputado Mauro Rubem, fizeram parte da mesa que comandou os trabalhos o procurador do Trabalho do Ministério Público de Goiás, Antônio Carlos Cavalcante, o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg), José Maria de Lima, Maria Madalena dos Santos, representando a CPT nacional, Suágna Rosa, representando a CPT regional, Welton José, auditor fiscal do trabalho, Judimar Divino de Sousa, representante dos trabalhadores e a vereadora Cidinha Siqueira (PT).

Durante o evento, ocorreu também o lançamento do livro “Realidade e conflitos no campo em Goiás”. A obra é organizada pela CPT e apresenta os dados produzidos pelos levantamentos do Ministério do Trabalho em 2008.

 
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