Para Mauro Rubem, mudança no Ensino Médio é benéfica
O Ministério da Educação pretende acabar com a divisão por disciplinas presente no atual currículo do Ensino Médio. A proposta do Governo é distribuir o conteúdo das atuais 12 matérias em quatro grupos mais amplos (Línguas; Matemática; Humanas e Exatas e Biológicas).
Para o deputado estadual Mauro Rubem (PT), a iniciativa é importante para finalmente promover uma inovação no âmbito da educação formal. Para ele, o propósito supõe uma ruptura com as concepções tradicionais do ensino e, fundamentalmente, com as atuais formas escolares desvinculadas da prática real e cotidiana.
Na visão do MEC, hoje o currículo é muito fragmentado e o aluno não vê aplicabilidade no programa ministrado, o que reduz o interesse do jovem pela escola e a consequente queda da qualidade do ensino.
“É importante fazer uma correlação das matérias, para que o aluno possa entender melhor a fundamentação do aprendizado”, ressaltou o parlamentar, explicando que em experiências observadas por ele, é extremamente benéfico a ruptura com a divisão entre teoria e prática, uma vez que ambas encontram-se integradas no exercício profissional.
Para Mauro Rubem, o tipo de currículo atual produz avanços limitados, favorecendo a difusão fragmentada do conhecimento em contextos distintos e, portanto, percebe-se que produz pouco avanço intelectual nos alunos, difundindo apenas a informação, ao invés de criar pessoas pensantes, criativas e inovadoras.
A mudança proposta ocorrerá por meio de incentivo financeiro e técnico do MEC aos Estados, pois a União não pode impor o sistema. O Conselho Nacional de Educação aprecia a proposta nesta segunda e terça-feiras, 4 e 5, e deve aprová-la em junho.
Neste contexto, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que deverá substituir o vestibular das universidades federais, será outro indutor, pois também não terá divisão por disciplinas. Está previsto também o aumento da carga horária de 2 mil e 400 horas para 3 mil horas, acréscimo de 25%.