Diretor do Hemocentro fala sobre os desafios da instituição
Continua na Sala Solon Amaral a audiência pública que discute os estímulos especiais a doadores de sangue, concedidos pela Lei n° 16.492/2009, promovida pelo deputado Tiãozinho Costa (PTdoB).
Neste momento, o diretor geral do Hemocentro do Estado de Goiás, Celso da Siqueira Bastos fala sobre a importância e as deficiências da intituição. Segundo o diretor, até a oito anos atrás, a hemoterapia em Goiás era prestada principalmente por bancos de sangue privados. O Hemocentro respondia apenas por 3% deste trabalho. Com a reformulação em sua estrutura, hoje, esta porcentagem subiu para 40%, e por força de lei, a instituição deve se tornar responsável pelo abastecimento de todo o Sistema Único de Saúde (SUS).
Celso Bastos afirmou que o grande desafio do momento é continuar o trabalho competente e, ao mesmo tempo, conseguir o maior número de doadores para manter o estoque. “O ideal é que a pessoa que recebe sangue não fosse obrigada a apresentar outros doadores, pois haveria doadores voluntários em número suficiente”, afirmou.
O diretor elogiou a iniciativa do trabalho do deputado Tiãozinho Costa e ressaltou a sensibilidade do parlamentar aos problemas da população carente. “Ao contrário do que se pensa, grande parte dos doadores não pertence à elite. Os grandes favorecidos por esta lei será aqueles que pertencem às classes C e D, além daqueles que dependem do SUS”, destacou.