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Associação dos Bancos de Sangue questiona a nova legislação

06 de Maio de 2009 às 11:46

A audiência pública que discute os estímulos especiais a doadores de sangue, concedidos pela Lei n° 16.492/2009, na Sala Solon Amaral abriu espaço para que os todos participantes discorram sobre a questão. O presidente da Associação dos Bancos de Sangue de Goiás, Antônio César Teixeira, foi o primeiro a se manifestar.

Antônio César questionou a concessão de benefícios para os doadores de sangue, que ele chamou de pagamento indireto, que seria proibido pela Constituição Federal. “Eu vivi a época em que o doador recebia pelo seu sangue. Este foi um período muito ruim, pois os doadores mentiam sobre as situações de riscos. A questão do número de doadores não deve sobrepor à da transfusão segura”, afirmou.

Outro questionamento do presidente da Associação, foi se apenas o Hemocentro será atendido com os benefícios ou se os bancos de sangue particulares também enquadrados na lei. “Hoje, os bancos de sangue particulares são responsáveis por 80% das transfusões. Este fato deve ser considerado”, destacou.

O presidente da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, Talles Barreto, agradeceu às colocações de Antônio César e ressaltou que a importância da audiência é justamente levantar os pontos contraditórios da lei, para que o Executivo possa regulamentar a lei de forma que seu objetivo social seja cumprido. “O que queremos que é Goiás apresente número suficientes de doadores de sangue para garantir a vida daqueles que precisam dele”, declarou.

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