Aposentadoria rural: sonhos e pesadelos
O trabalhador brasileiro não imagina uma velhice sem aposentadoria, por mais abastado financeiramente que seja. Muito mais do que um direito constitucional, é a esperança de uma remuneração garantida para o resto da vida, para milhões de cidadãos, que tanto contribuíram com o nosso País. Mas o caminho para conseguir a aposentadoria, mesmo com as propaladas facilidades anunciadas pelo governo federal, não é fácil, pois as exigências são muitas, principalmente de documentos comprobatórios das atividades e tempo de serviços desses trabalhadores. E a culpa não é desses humildes cidadãos, mas sim da falta de fiscalização dos direitos trabalhistas, principalmente no campo.
Na época em que os pretendentes de hoje a uma aposentadoria trabalhavam na zona rural, carteira de trabalho era artigo de luxo para poucos, com a maioria estabelecendo uma relação de trabalho primária. A convivência patrão-empregado era estabelecida por acordos verbais, o que hoje impede milhares de pessoas de comprovar tempo de serviço e as atividades exercidas ao longo de suas vidas. Essa realidade é facilmente percebida, nos escritórios de advogados, nos postos de atendimento da Previdência Social e nos gabinetes e escritórios políticos de vereadores, deputados estaduais e federais, onde milhares de pessoas buscam apoio para conseguir atender às exigências da lei.
A pessoa que hoje reivindica uma aposentadoria, por mais carente e humilde que seja, tem consciência que busca um direito constitucional e não uma benesse do governo, como acontece com outros benefícios assistencialistas oferecidos pelo poder público. Ela enfrenta filas, aguarda pacientemente ao longo de vários dias, meses ou até anos, mas não desiste, até receber em sua mão esse benefício, fruto do seu próprio trabalho, conquistado sob chuva e sol, por anos dedicados à sua sobrevivência e de sua família.
É preciso facilitar a aposentadoria desses trabalhadores, principalmente aqueles que viveram e trabalharam na zona rural. Exigir tanta documentação é aumentar a angústia de quem dedicou uma vida à produção de alimentos, que abasteceram as mesas de milhões de brasileiros. A principal prova do trabalho e do tempo de serviço exercido por estes trabalhadores são as marcas do sol nos rostos de cada um, muitas vezes envelhecidos precocemente pelo efeito do sol, da chuva e do cansaço imposto por atividades estafante. A exigência da comprovação dessas atividades é importante, mas é preciso bom senso na análise dos documentos apresentados por estes humildes trabalhadores, quando tentam provar o caminho seguido ao longo de suas vidas.
Cilene Guimarães é deputada estadual
Na época em que os pretendentes de hoje a uma aposentadoria trabalhavam na zona rural, carteira de trabalho era artigo de luxo para poucos, com a maioria estabelecendo uma relação de trabalho primária. A convivência patrão-empregado era estabelecida por acordos verbais, o que hoje impede milhares de pessoas de comprovar tempo de serviço e as atividades exercidas ao longo de suas vidas. Essa realidade é facilmente percebida, nos escritórios de advogados, nos postos de atendimento da Previdência Social e nos gabinetes e escritórios políticos de vereadores, deputados estaduais e federais, onde milhares de pessoas buscam apoio para conseguir atender às exigências da lei.
A pessoa que hoje reivindica uma aposentadoria, por mais carente e humilde que seja, tem consciência que busca um direito constitucional e não uma benesse do governo, como acontece com outros benefícios assistencialistas oferecidos pelo poder público. Ela enfrenta filas, aguarda pacientemente ao longo de vários dias, meses ou até anos, mas não desiste, até receber em sua mão esse benefício, fruto do seu próprio trabalho, conquistado sob chuva e sol, por anos dedicados à sua sobrevivência e de sua família.
É preciso facilitar a aposentadoria desses trabalhadores, principalmente aqueles que viveram e trabalharam na zona rural. Exigir tanta documentação é aumentar a angústia de quem dedicou uma vida à produção de alimentos, que abasteceram as mesas de milhões de brasileiros. A principal prova do trabalho e do tempo de serviço exercido por estes trabalhadores são as marcas do sol nos rostos de cada um, muitas vezes envelhecidos precocemente pelo efeito do sol, da chuva e do cansaço imposto por atividades estafante. A exigência da comprovação dessas atividades é importante, mas é preciso bom senso na análise dos documentos apresentados por estes humildes trabalhadores, quando tentam provar o caminho seguido ao longo de suas vidas.
Cilene Guimarães é deputada estadual