Projeto de lei torna Circo Lahetô como instituição de utilidade pública
O Circo Lahetô, que desde o ano 2000 desenvolve suas atividades focadas no atendimento às crianças e adolescentes em situação de exclusão social, pode vir a se tornar de utilidade pública caso seja aprovado projeto de lei do vice-presidente da Assembleia, deputado Honor Cruvinel (PSDB).
O grupo iniciou suas atividades em 1980, com um trabalho cultural ligado à Prelazia de São Félix do Araguaia, onde se articulava montando peças teatrais e contando as experiências vividas do povo daquela região tendo como base: identificar e fomentar a criação artística da comunidade, além de capacitar agentes culturais e criar núcleos culturais.
Em 1994, Maneco Manacá e mais alguns companheiros se mudaram para Goiânia e deram continuidade a esta proposta. A partir de 1996 focalizaram seus interesses em estudos e pesquisas a trabalhos e políticas de atendimento a crianças e adolescentes, apoiando-se na arte circense como principal ferramenta de diálogo pedagógico para formar, informar, discutir e mobilizar, criando situações e espaços lúdicos na vida das comunidades.
No início de 2000, transferiram suas atividades para o Parque da Criança, onde tem sua sede atual. Inaugurou, então, a Escola de Circo Lahetô, desenvolvendo projetos em parceria com a Sociedade Cidadão 2000.
Ao buscar a profissionalização dos assistidos e formação psicossocial de arte-educadores, a escola virou palco de oficinas circenses, apresentações de espetáculos e encontros com famílias dos atendidos.
Neste sentido, entendendo a importância do trabalho social desenvolvido pelo grupo, o deputado Honor Cruvinel (PSDB) apresentou projeto de lei que torna o Circo Lahetô em instituição de utilidade pública.
Segundo o deputado, a iniciativa tem o intuito de melhorar as condições de trabalho desta instituição que para ele, desenvolve um importante trabalho de cidadania com crianças em estado desagregado, proporcionando o reencontro destas com a educação cristã, sua família e dignidade.
“Essa associação preenche todos os requisitos para ser de utilidade pública”, disse o deputado tucano, lembrando que o título abre portas para a busca de melhores recursos que possibilitem a execução de um trabalho cada vez mais efetivo na busca da ressocialização e educação destas crianças com a sociedade e suas famílias.