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Isaura fala sobre julgamento do caso de anistia de Euler Ivo

18 de Maio de 2009 às 11:10

A deputada Isaura Lemos (PDT) acompanhou na última quinta-feira, 14, o julgamento do caso de perseguição política do ex-vereador de Goiânia, Euler Ivo, e de sua irmã, Joana D`Arc, durante o período de ditadura militar. O julgamento foi realizado pela 22ª Caravana da Anistia, que aconteceu nos dias 13, 14 e 15 deste mês, em Uberlândia, Minas Gerais. Também foram analisados os casos dos pais do ex-vereador, Sebastião Vieira e Maria Rodrigues Vieira, que foram perseguidos em razão da militância exercida pelos filhos.  

Segundo a deputada, o resultado do julgamento foi favorável ao ex-vereador, seu pai e sua irmã, que serão devidamente indenizados. Já no processo da mãe do político, houve o pedido de recurso para apurar a extensão dos danos sofridos por Maria Rodrigues em virtude de perseguição política.

A parlamentar contou que Euler Ivo, na época era líder estudantil, teve que deixar Goiânia, quando, em mobilização popular contra o regime militar na Praça dos Bandeirantes, um rapaz foi morto ao ser confundido com ele. “Na época, Euler era bancário e teve que abandonar seu emprego e sua família por 12 anos para defender a democracia”, afirmou.

Isaura Lemos ressaltou que a sessão de julgamento foi emocionante. “Os casos julgados nesta sessão foram de pessoas que abandonaram parte de sua juventude, passando dificuldades materiais e políticas, para se dedicarem à defesa da liberdade”, declarou. Para a parlamentar, é muito importante que o Estado brasileiro busque a reparação de um erro tão grande em sua história.

Caravana da Anistia
Desde abril de 2008, o projeto Caravana da Anistia já percorreu 11 estados em todas as regiões do país, apreciando mais de 350 requerimentos. Além de tornar público o trabalho e os critérios da Comissão de Anistia, o projeto aproxima a juventude brasileira da temática da luta pela democracia.
 
Criada em 2002, a Comissão de Anistia recebeu mais de 64 mil requerimentos de anistia política até hoje, dos quais cerca de 45 mil já foram julgados. O objetivo da Comissão é zerar a pauta de julgamentos até o fim de 2010.

*Com informações do site do Ministério da Justiça

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