O amianto é nosso
* Júlio Sérgio de Melo (Júlio da Retífica) é deputado estadual pelo PSDB, presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás e defensor intransigente do amianto crisotila
A discussão a respeito da proibição do amianto crisotila, imposta pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, deve ser pauta obrigatória de todos os goianos que tenham interesse em ver este Estado continuar no rumo do crescimento e da geração de riquezas, e, principalmente, na manutenção e abertura de novos postos de trabalho.
Acompanhamos, no dia 16 de abril, a manifestação em defesa da exploração e do uso do amianto, no movimento organizado em todos os países que possuem minas da crisotila. Mais do que as autoridades presentes, o que mais chamou a atenção no ato foram as milhares de pessoas presentes, vindas principalmente de Minaçu, na Região Norte de Goiás, onde está a sede da Sama.
Todos os que estavam presentes são pessoas que trabalham com amianto, seja diretamente no processo de produção, seja nas várias fases de processamento do mineral. Trabalhadores, familiares e simpatizantes da defesa do amianto. Ao subir no trio em que estava o sistema de som, passei os olhos para tentar encontrar alguém que estivesse doente, raquítico, visivelmente afetado pelas tais doenças que dão suporte à tese de banimento da crisotila.
Realmente visualizei alguns poucos rostos tristes, apáticos, denotando algum problema de saúde. Eram pessoas gripadas, outras fustigadas pelo sol inclemente do Planalto Central e da sequidão da capital federal. Os espirros e tosses típicos de um forte resfriado, em longe passaram pela propaganda enganosa do câncer fatal, tantas vezes espalhada. E, no meio da multidão, trabalhadores que têm contato diário com o amianto crisotila; alguns mais recentes, outros com seus 20, 30, 40 anos de experiência e atividades dentro das minas.
Depois de percorrida a Esplanada até o Congresso Nacional, não presenciei nenhum trabalhador cair doente ou precisar de socorro médico em função de alguma doença causada pelo amianto. Pelo contrário, o que pude observar foram algumas pessoas com insolação, devido ao forte sol do meio-dia.
É preciso fortalecer o processo de união de todos os goianos em defesa da exploração e do uso do amianto crisotila. Toda uma cadeia produtiva e de geração de impostos depende diretamente da manutenção dos produtos no mercado interno e externo.
Milhares de pessoas, de forma direta ou indireta, dependem dos empregos gerados pelo amianto para cuidarem de suas famílias. A cidade de Minaçu e sua população precisam que essa atividade mineral seja mantida. O Estado de Goiás necessita das divisas geradas pela comercialização dos produtos oriundos do amianto crisotila.
É injustificável, e não podemos aceitar que o presidente, que tantas e tantas vezes lutou pela causa dos trabalhadores, se ajoelhe diante dos ditames de grupos econômicos que desejam substituir, principalmente, telhas e caixas d’água de amianto, por fibras sintéticas, alegando danos à saúde e uma suposta agressão ambiental. É preciso que se desliguem os holofotes sobre a cabeça do ministro do Meio Ambiente, o carioca Carlos Minc, que, ao mesmo tempo em que prega o banimento do amianto crisotila, defende a Medida Provisória 458, em tramitação na Câmara dos Deputados, que praticamente legaliza a grilagem na região amazônica. Dois pesos, duas medidas. Como disse a ex-ministra Marina Silva, “é a consagração da política nefasta do fato consumado”.
Já que as telhas e caixas d’água têm um custo baixo de aquisição, por que não integrar esses produtos nos programas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e nos projetos de construção de moradias para milhares de brasileiros?
De nossa parte, como deputado estadual e representante da Região Norte de Goiás no Legislativo, temos feito tudo que está ao nosso alcance para levar a luta em defesa do amianto crisotila a todos os lugares. Assumimos a presidência da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa com o propósito de mostrarmos a importância das atividades minerais em Goiás. E não somente as ligadas às grandes empresas da área, bem como também aquelas ligadas aos pequenos extrativistas, como os que extraem areia e brita para comercializar no varejo.
As prefeituras goianas também dependem diretamente dessas atividades, pois precisam aliar suas obras a custos reduzidos, e isso passa diretamente pela aquisição de cascalho, areia, brita e uma série de produtos provenientes da exploração mineral. Goiás hoje é exemplo para o País nesse campo, em função do sério e profissional trabalho desenvolvido pela Secretaria de Indústria e Comércio, por meio da Superintendência de Mineração.
Estamos em fase final de preparação de eventos (a cargo da Comissão de Minas e Energia), nos quais pretendemos levantar o debate das atividades minerais e a importância delas para a economia goiana.
Uma das primeiras atividades está diretamente ligada à questão do amianto crisotila, pois estaremos presentes, de forma articulada com o setor, na passagem do Rally Internacional dos Sertões na cidade de Minaçu, no próximo mês de junho. Será o momento de darmos visibilidade à defesa do amianto, para que todo o mercado externo saiba que em Goiás existem, sim, políticas e pessoas voltadas para a defesa intransigente de nossa soberania interna.
Hoje, quinta-feira, 21, através de ação do deputado Misael Oliveira, a Assembleia Legislativa promove audiência pública em defesa da exploração e do uso controlado do amianto crisotila, a partir das 14 horas, no Auditório Costa Lima. Será a hora de nos unirmos ainda mais na causa e traçarmos novas estratégias para o movimento, definindo futuras ações no sentido de sensibilizar as autoridades, a população e o mercado.
Acompanhamos, no dia 16 de abril, a manifestação em defesa da exploração e do uso do amianto, no movimento organizado em todos os países que possuem minas da crisotila. Mais do que as autoridades presentes, o que mais chamou a atenção no ato foram as milhares de pessoas presentes, vindas principalmente de Minaçu, na Região Norte de Goiás, onde está a sede da Sama.
Todos os que estavam presentes são pessoas que trabalham com amianto, seja diretamente no processo de produção, seja nas várias fases de processamento do mineral. Trabalhadores, familiares e simpatizantes da defesa do amianto. Ao subir no trio em que estava o sistema de som, passei os olhos para tentar encontrar alguém que estivesse doente, raquítico, visivelmente afetado pelas tais doenças que dão suporte à tese de banimento da crisotila.
Realmente visualizei alguns poucos rostos tristes, apáticos, denotando algum problema de saúde. Eram pessoas gripadas, outras fustigadas pelo sol inclemente do Planalto Central e da sequidão da capital federal. Os espirros e tosses típicos de um forte resfriado, em longe passaram pela propaganda enganosa do câncer fatal, tantas vezes espalhada. E, no meio da multidão, trabalhadores que têm contato diário com o amianto crisotila; alguns mais recentes, outros com seus 20, 30, 40 anos de experiência e atividades dentro das minas.
Depois de percorrida a Esplanada até o Congresso Nacional, não presenciei nenhum trabalhador cair doente ou precisar de socorro médico em função de alguma doença causada pelo amianto. Pelo contrário, o que pude observar foram algumas pessoas com insolação, devido ao forte sol do meio-dia.
É preciso fortalecer o processo de união de todos os goianos em defesa da exploração e do uso do amianto crisotila. Toda uma cadeia produtiva e de geração de impostos depende diretamente da manutenção dos produtos no mercado interno e externo.
Milhares de pessoas, de forma direta ou indireta, dependem dos empregos gerados pelo amianto para cuidarem de suas famílias. A cidade de Minaçu e sua população precisam que essa atividade mineral seja mantida. O Estado de Goiás necessita das divisas geradas pela comercialização dos produtos oriundos do amianto crisotila.
É injustificável, e não podemos aceitar que o presidente, que tantas e tantas vezes lutou pela causa dos trabalhadores, se ajoelhe diante dos ditames de grupos econômicos que desejam substituir, principalmente, telhas e caixas d’água de amianto, por fibras sintéticas, alegando danos à saúde e uma suposta agressão ambiental. É preciso que se desliguem os holofotes sobre a cabeça do ministro do Meio Ambiente, o carioca Carlos Minc, que, ao mesmo tempo em que prega o banimento do amianto crisotila, defende a Medida Provisória 458, em tramitação na Câmara dos Deputados, que praticamente legaliza a grilagem na região amazônica. Dois pesos, duas medidas. Como disse a ex-ministra Marina Silva, “é a consagração da política nefasta do fato consumado”.
Já que as telhas e caixas d’água têm um custo baixo de aquisição, por que não integrar esses produtos nos programas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e nos projetos de construção de moradias para milhares de brasileiros?
De nossa parte, como deputado estadual e representante da Região Norte de Goiás no Legislativo, temos feito tudo que está ao nosso alcance para levar a luta em defesa do amianto crisotila a todos os lugares. Assumimos a presidência da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa com o propósito de mostrarmos a importância das atividades minerais em Goiás. E não somente as ligadas às grandes empresas da área, bem como também aquelas ligadas aos pequenos extrativistas, como os que extraem areia e brita para comercializar no varejo.
As prefeituras goianas também dependem diretamente dessas atividades, pois precisam aliar suas obras a custos reduzidos, e isso passa diretamente pela aquisição de cascalho, areia, brita e uma série de produtos provenientes da exploração mineral. Goiás hoje é exemplo para o País nesse campo, em função do sério e profissional trabalho desenvolvido pela Secretaria de Indústria e Comércio, por meio da Superintendência de Mineração.
Estamos em fase final de preparação de eventos (a cargo da Comissão de Minas e Energia), nos quais pretendemos levantar o debate das atividades minerais e a importância delas para a economia goiana.
Uma das primeiras atividades está diretamente ligada à questão do amianto crisotila, pois estaremos presentes, de forma articulada com o setor, na passagem do Rally Internacional dos Sertões na cidade de Minaçu, no próximo mês de junho. Será o momento de darmos visibilidade à defesa do amianto, para que todo o mercado externo saiba que em Goiás existem, sim, políticas e pessoas voltadas para a defesa intransigente de nossa soberania interna.
Hoje, quinta-feira, 21, através de ação do deputado Misael Oliveira, a Assembleia Legislativa promove audiência pública em defesa da exploração e do uso controlado do amianto crisotila, a partir das 14 horas, no Auditório Costa Lima. Será a hora de nos unirmos ainda mais na causa e traçarmos novas estratégias para o movimento, definindo futuras ações no sentido de sensibilizar as autoridades, a população e o mercado.