"A briga do passado, do amianto, nos ajudou", diz sindicalista
O diretor do sindicato dos mineiros de Minaçu, Raimundo Silva da Luz, diz que o mal que o amianto fez no passado - segundo ele, antes dos anos 80 - acabou trazendo bons resultados para os trabalhadores do dia de hoje. "O uso descontrolado do passado fez a fiscalização aumentar e, hoje, a Sama é segura, ao contrário do passado", afirma.
Segundo Raimundo - que participa nesta tarde de quinta-feira, 21, de audiência pública sobre o amianto - há um acompanhamento sistemático da Sama, com exames periódicos e uma associação de trabalhadores que tem controle sobre os níveis de segurança na mina.
"A Unicamp está fazendo exame com dez mil ex-trabalhadores da Sama, quando sair o resultado todos vão saber que hoje há um controle e que não há mais dano para a saúde", afirma. Raimundo está há 19 anos na Sama e contou que pretende empregar na empresa a filha - que é tecnóloga de mineração, formada há um ano pela Universidade Estadual de Goiás (UEG).
"Tenho 52 anos, sou laboratorista e nunca sofri um dano de saúde por trabalhar lá", testemunha. Raimundo, no entanto, ressalta que no passado tudo era diferente. "Antes, era uma tragédia", admite.