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Camponeses afirmam que burocracia emperra agricultura familiar

02 de Junho de 2009 às 12:24

Os movimentos ligados à agricultura familiar, camponesa e pela reforma agrária do Estado de Goiás participam da Feira da Cidadania e Dignidade no Campo, que acontece na Assembleia Legislativa. O evento acontece paralelamente ao I Seminário Agricultura Familiar, Camponesa e Reforma Agrária, com início nesta terça-feira, 2, e encerramento na próxima quinta-feira, 4. A iniciativa dos eventos é do deputado Mauro Rubem (PT) em parceria com o deputado federal Pedro Wilson (PT-GO).

Agricultores do assentamento Palmares, no município de Varjão, Celso Antônio Gomes e Tatiane Cristina de Jesus Carvalho destacam a burocracia como principal empecilho ao desenvolvimento de suas atividades. No caso deles, o processo de assentamento está em fase de conclusão do Plano de Desenvolvimento Agrário (PDA) e apesar de ainda não definido a quem serão destinadas as áreas do assentamento, as famílias ali presentes já produzem alimentos há 2 anos e 6 meses.

“Sem o PDA a gente não consegue financiamento e isso nos trás grandes dificuldades” garante Celso. Como ele, outras 64 famílias estão na mesma situação no assentamento, e apesar da dificuldade, os agricultores já produzem leite, amendoim, mandioca, frutas, e demais matérias primas que são vendidas ou utilizadas na fabricação de doces, farinha, entre outros.

O assentamento Palmares é formado por 65 famílias das quais 20 trabalham coletivamente e as outras 45 individualmente. Na feira, que acontece neste momento na Assembleia, estão expostos os produtos produzidos no campo, bem como o material de formação, o histórico e as bandeiras de luta dos movimentos rurais. Os interessados podem conferir a exposição das 8 às 18 horas, no saguão interno da Casa.

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