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Circo Lahetô

09 de Junho de 2009 às 11:23
Unidade que atende crianças e adolescentes poderá se tornar de utilidade pública, caso aprovado projeto.

Com sede na cidade de Goiânia, o Circo Lahetô, que desde o ano 2000 desenvolve suas atividades focadas no atendimento às crianças e adolescentes em situação de exclusão social, pode vir a se tornar de utilidade pública caso seja aprovado projeto do deputado Honor Cruvinel (PSDB). A matéria está na pauta de votações da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), que se reúne nesta terça-feira, 9.

O grupo iniciou suas atividades em 1980, com um trabalho cultural ligado à Prelazia de São Félix do Araguaia, onde se articulava montando peças teatrais e contando as experiências vividas do povo daquela região, tendo como base: identificar e fomentar a criação artística da comunidade, além de capacitar agentes culturais e criar núcleos culturais.

Em 1994, Maneco Manacá e mais alguns companheiros se mudaram para Goiânia e deram continuidade a esta proposta. A partir de 1996 focalizaram seus interesses em estudos e pesquisas a trabalhos e políticas de atendimento a crianças e adolescentes, se apoiando na arte circense como principal ferramenta de diálogo pedagógico para formar, informar, discutir e mobilizar, criando situações e espaços lúdicos na vida das comunidades.

No início de 2000, transferiram suas atividades para o Parque da Criança, onde tem sua sede atual. Inaugurou, então, a Escola de Circo Lahetô, desenvolvendo projetos em parceria com a Sociedade Cidadão 2000. Ao buscar a profissionalização dos assistidos e formação psicossocial de arte-educadores, a escola virou palco de oficinas circenses, apresentações de espetáculos e encontros com famílias dos atendidos.

Neste sentido, entendendo a importância do trabalho social desenvolvido pelo grupo, o deputado Honor Cruvinel (PSDB) apresentou projeto de lei que torna o Circo Lahetô em instituição de utilidade pública.

Segundo o deputado, a iniciativa tem o intuito de melhorar as condições de trabalho desta instituição que, para ele, desenvolve um importante trabalho de cidadania com crianças em estado desagregado, proporcionando o reencontro destas com a educação cristã, sua família e dignidade.

“Essa associação preenche todos os requisitos para ser de utilidade pública”, disse, lembrando que o título abre portas para a busca de melhores recursos que possibilitem a execução de um trabalho cada vez mais efetivo na busca da ressocialização e educação destas crianças com a sociedade e suas famílias.

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