Casa do mestre
* Padre Ferreira é deputado estadual e líder do PSDB na Assembleia (www.padreferreira.com.br)
Poucas profissões são tão dignificantes nesta vida quanto a de professor. Passar boa parte da vida com a missão de educar o próximo é uma dádiva divina. É um exercício de paciência, dedicação e esforço, muitas vezes, sobre-humano, cuja recompensa maior, ver o jovem formado, educado e com sucesso na vida, leva anos para ser atingida.
O governo de Goiás, ao longo dos últimos 10 anos, valorizou como poucos a profissão de professor. A carreira passou a ser respeitada de fato, com vencimentos cada vez melhores, vantagens e planos de carreiras, além do pagamento salarial no mês trabalhado. Concursos públicos também melhoraram o nível do ensino.
Instituições como a Universidade Estadual de Goiás (UEG) abraçaram a causa e passaram a se dedicar mais à formação universitária de professores. Cursos específicos de ensino superior, mestrado e até reciclagem foram criados pela instituição para atender os mestres.
Conquistas iniciadas por Marconi Perillo e mantidas pelo governador Alcides Rodrigues. O tempo novo revolucionou a educação em Goiás. Por fim, doutor Alcides deu mais uma notícia boa aos professores: Goiás acaba de aderir ao piso nacional da Educação. Assim, nenhum profissional ganhará menos do que R$ 950 no Estado.
Mas é preciso mais. Os professores ainda passam por dificuldades. A carreira é desgastante e obriga o profissional a trabalhar em mais de uma escola para conseguir ampliar o salário. Só assim ele obtém mais facilidade para conquistar a casa própria e até mesmo um automóvel novo.
Ao chegar em casa, poucos conseguem descanso. É preciso corrigir e elaborar provas, preparar o conteúdo do próximo dia para ser ministrado em sala de aula. Tempo para recarregar as baterias é pouco. Por isso, para melhorar a vida de uma classe tão sofrida, apresentei recentemente na Assembleia Legislativa um projeto de lei chamado “Programa Casa do Mestre”. Trata-se de um programa de incentivo à habitação própria para os professores da rede estadual de Educação.
A ideia é que o programa seja desenvolvido pela Agência Goiana de Habitação (Agehab) em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEE). Os dois órgãos estabeleceriam critérios para que o professor tivesse acesso à casa própria com mais facilidade.
Seria uma oportunidade única para que milhares de professores pudessem ter o próprio lar. O Estado conseguiria atacar dois problemas de uma só vez: diminuiria o déficit habitacional em Goiás e reconheceria uma profissão que, sem dúvida alguma, merece ser valorizada cada vez mais.
Professores são sustentáculos de uma sociedade moderna e desenvolvida. Sem investimento maciço na profissão, dificilmente o Brasil deixará a pecha de país subdesenvolvido para alcançar o chamado Primeiro Mundo. Melhorar as condições de vida de nossos mestres é responsabilidade de todos nós.