Terça Cultural
O projeto Terça Cultural do Centro de Cultura e Intercâmbio da Assembleia Legislativa realiza nesta terça-feira, 16, 10 horas, uma exposição dos artistas plásticos Cida Mendanha, Luciana Siqueira, Sérgio Manso e Eduardo Manso. A exposição permanece no saguão interno da Casa até sexta-feira, 19.
Cida Mendanha é artista plástica e arte educadora há mais de 10 anos. Ela ministra oficinas e aulas de artes plásticas em escolas públicas e particulares. Trabalha com materiais reutilizados e reciclados tais como tecidos, papéis, papelão e outros. Cida utiliza essa técnica desde criança e também em seu trabalho como arte educadora, pois acredita que a partir daí vem a motivação de valorizar e respeitar o que vem da natureza. “Quando você tem a consciência ampliada, você muda sua atitude”, comenta.
Nascida em Goiânia, Luciana Siqueira define seu estilo como primitivista. Segundo ela, “o primitivismo pode ser expresso da maneira que a gente sente. Não é necessário ter sombra e algumas exigências na cor, como é cobrado dos acadêmicos". Sua exposição na Assembleia vai retratar a figura humana e o patrimônio histórico. Luciana recebeu duas premiações pelas obras Quadrilha e Fogaréu, e aguarda outra premiação das Congadas de Catalão. A artista fez ainda doação de uma obra para a Embaixada do Brasil na Espanha e também foi convidada para expor no exterior.
Sérgio Manso Pereira e seu irmão Eduardo Manso Pereira despertaram aptidão para as artes na infância. Sérgio é formado em Odontologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), enquanto Eduardo atuou como publicitário por 30 anos, até decidir seguir, há quatro anos, como artesão. Os irmãos trabalham juntos, porém cada um com seu estilo. Sérgio segue o estilo Contemporâneo e Eduardo tende para o Barroco.
Segundo Sérgio, seu trabalho é uma “Arte Iluminada”, sem limitação de material. Os irmãos manuseiam bambu, cerâmica, cabaça, troncos, fio de aço inox, fibra de vidro. Ambos trabalham no Atelier Luar, confeccionado luminárias exclusivas e em série, utilizando materiais descartados na natureza, como forma de resgatar o belo que se apresenta em cada objeto colhido no cerrado degradado. "São peças exóticas e únicas, numa arte diferente", resume Sérgio.