Ícone alego digital Ícone alego digital

Todo esforço é o de revitalizar as finanças e preservar o patrimônio da Celg

16 de Junho de 2009 às 11:42
Artigo do deputado Ozair José (PP) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 16.06.2009.

* Ozair José é líder da bancada do PP na Assembleia Legislativa


Muito se tem falado sobre o futuro da Celg, mas é preciso reconhecer que, diante das dificuldades vividas pela estatal goiana, o que se vê é o governador Alcides Rodrigues, secretário Jorcelino Braga (Fazenda) e o presidente Carlos Silva adotando medidas de enxugamento e recuperação, pois a dívida herdada chega a R$ 5,7 bilhões.

O presidente Lula tem se empenhado em colaborar com o empréstimo das instituições federais, no valor de R$ 1,35 bilhão para promover a revitalidade financeira da Celg. Há vontade política do Palácio do Planalto em contribuir com o governo Alcides Rodrigues, apesar da torcida contrária de alguns partidos e políticos.

Há um esforço extraordinário do governador, secretário da Fazenda e do presidente da Celg em obter o empréstimo do governo Lula, que vai dar novo ritmo à empresa. É visível o trabalho do governo de Goiás. Só não vê quem não quer.

Na Assembleia Legislativa, os deputados que integram a base governista estão atuando em busca de todas as soluções que tornem a Celg competitiva, viável e rentável. Os partidos da base aliada têm compromissos com a governabilidade e com a recuperação do patrimônio do Estado.

A Celg é um patrimônio de todos os goianos. Todos nós – agentes públicos e sociedade civil – temos que atuar em favor da reabilitação da estatal. Não é hora de divisão, ressentimentos e mágoas, de caça às bruxas. É hora de trabalho, de somar forças e de busca de apoio político em Brasília para viabilizarmos a empresa. Por isso, faço apelo aos senadores e aos deputados federais, de todos os partidos, para que se unam em favor dos interesses de Goiás.

Após tomar posse na presidência da Celg, o engenheiro e ex-suplente de deputado Carlos Silva (PP) confirmou que vai enxugar o quadro de pessoal da estatal, começando com os cortes de “cima para baixo”. E  explicou: “Vamos ver cada contrato e ação judicial. Tudo aquilo que tiver gordura e excessos, nós vamos enxugar. Vamos começar a analisar a situação e cortar tudo de cima para baixo, até na própria presidência. Nem será do meio e nem de baixo. Se for preciso aprofundar nos cortes, nós vamos fazer.”

O endividamento da companhia chega a R$ 5,7 bilhões. No montante está incluída a dívida histórica de R$ 1,2 bilhão. Diretores da empresa  acreditam que não haverá demissões em massa, e, sim, uma reestruturação operacional do quadro de funcionários. Carlos Silva não vem tomando nenhuma medida

As demissões não serão os pontos prioritários da nova gestão do presidente. Carlos frisou que vai dar atenção especial às questões judiciais e financeiras da Celg. “Efetivamente, nós vamos correr atrás, porque considero estes itens essenciais. O que pesa é a dívida, mas vamos fazer um estudo com todos os diretores e subsidiárias para que a Celg continue sendo o orgulho do povo goiano”, afirmou. 

A revisão de contratos com terceiros, com cerca de 46 empresas envolvidas, e o alongamento de dívidas bancárias também está na lista de ações para sanar os problemas da Celg. Esses itens correspondem a 90% das despesas da companhia. De 70 procedimentos que tramitam no Ministério Público contra a estatal, 18 são referentes aos serviços terceirizados.

Carlos pretende continuar com os planos de ações já adotados na empresa antes de sua posse. O presidente está sendo  parceiro do Minisério Público e contribui com todos os pedidos da instituição. “O MP terá respaldo e vamos tratar com parcimônia todos os segmentos da sociedade, Assembleia, os tribunais de contas e segmentos do comércio. Serão ações que irão garantir a estabilidade da empresa”, argumentou.

O presidente da Celg constata que, operacionalmente, a Celg continua viável. “Se pegarmos os balanços operacionais, a Celg continua com lucro, está bem.” Mesmo com dívidas e sem correção de tarifas – paralisada a 32 meses –, houve aumento de 8% no consumo de energia em 2008, o que possibilitou lucro operacional significativo.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.