Ícone alego digital Ícone alego digital

Perigo das aves

18 de Junho de 2009 às 18:00
Audiência discute o perigo de aterros sanitários próximo aos aeroportos, que atraem aves e provocam acidentes.

A proximidade dos aterros sanitários no aeroporto de Goiânia, que atraem aves, como o urubu, que podem trazer riscos aos aviões, foi o motivo da audiência pública que ocorreu no Auditório Costa Lima. O superintendente da Infraero do Aeroporto de Goiânia, Juscélio Alves, participou da audiência e discutiu a questão do perigo do excesso de aves que existem na região, causando transtornos que podem provocar acidentes com as aeronaves, prejudicando tripulações e usuários do transporte aéreo.

Para o superintendente, a audiência pública realizada na Assembleia, pela Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, nesta quinta-feira, 18, é um momento ímpar para discutir a situação, que é uma questão de conscientização das pessoas ”depois da conscientização é que devemos cobrar das autoridades os estudos de avaliação dos aterros sanitários” disse.

Segundo Juscélio Alves, de 58 mil e 600 operações realizadas no ano de 2008, quatro ocorrências foram feitas e nenhuma delas com grandes conseqüências. O técnico enfatizou que existe um plano de gerenciamento em parceria com a Prefeitura e o Estado, que é feito com animais terrestres e uma ação permanente para evitar que acidentes aconteçam.

Perigo das colisões

O tenente da Base Aérea de Anápolis, Fabrício Picoli Portela, disse que basta um único pássaro para que haja um desastre. “O pássaro pode travar o comando de voo. Nunca se sabe a consequencia de uma colisão”, alertou.

A gerente da Gerência de Manejos e Resíduos, Selma Alves dos Anjos, da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), explicou que no Brasil existem oito aterros sanitários e que o resto que existe são lixões. Selma destacou, ainda, que o maior problema não é o aterro sanitário e, sim, as áreas e córregos onde há resíduos que as indústrias deixam de forma aleatória.

De acordo com a gerente, a Agência de Meio Ambiente e a Comurg desenvolvem um trabalho em parceria. A Agência é a gestora do aterro e a Comurg atua na parte executiva. Desde 2006, a AMMA e a Comurg fazem a verificação ou o recolhimento dos resíduos trabalhando com a conscientização da população.

Para finalizar a audiência, a deputada Vanusa Valadares destacou que houve resultados positivos no encontro. Disse, ainda, que vai encaminhar o relatório às Secretarias estaduais, para enriquecer o planejamento estratégico do Estado.

 

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.