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Como legalizar a morte, se queremos a vida?

19 de Junho de 2009 às 11:05
Artigo do deputado Frei Valdair (PTB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 19.06.2009.

* Frei Valdair é deputado estadual, (PTB), único representante de Anápolis na Assembleia Legislativa (www.freivaldair.com.br)



Dezesseis de junho passou a ser um dia histórico para a defesa da vida no Estado de Goiás. Nesta terça-feira, a Assembleia Legislativa aprovou duas medidas propostas por mim, com grande relevância para a valorização da vida humana desde a concepção, reiterando repúdio a qualquer política pública favorável ao aborto.

Os deputados aprovaram o projeto de lei que institui em Goiás o Dia Estadual de Defesa da Vida. Segundo a proposta, nesse dia, que será comemorado anualmente no dia 28 de fevereiro, a Secretaria Estadual da Saúde deverá promover eventos de conscientização a respeito da importância de defender a vida humana, como palestras e seminários, nas unidades de Saúde do Estado.

A escolha de 28 de fevereiro é uma homenagem ao dia de Santa Gianna Beretta Molla, uma médica italiana que teve complicações em sua gestação, optando por renunciar à própria vida para não abortar. Em 2004, ela foi canonizada pelo papa João Paulo II.

Além disso, também foi aprovado requerimento que propus, instalando, no Estado, a Frente Parlamentar Goiana em Defesa da Vida - Contra o Aborto. As diretrizes seguem as mesmas da Frente Nacional, criada em 2005, que atua no Congresso barrando as propostas abortistas. Em Goiás, vamos propor e apoiar ações de valorização da vida humana, lutando contra todas as formas contraceptivas.

Sempre defendi a vida humana. Sou contra o aborto por convicções morais, religiosas, éticas e sociais. Ressalto que todo político deve deixar claras suas posições ao povo que representa. Todo ser humano é imagem de Deus, é único, com valor inestimável. Reitero que o aborto é um crime abominável, uma vergonha para a humanidade. Quem o provoca voluntariamente mata cruelmente um ser humano.

Infelizmente, vivemos em uma sociedade com crise de valores, sufocada pelo relativismo; por isso, é importante rebater com veemência posições favoráveis à interrupção da vida. Destaco que nenhuma mulher tem direito de matar, sendo o aborto um ato de agressão a ela mesma, pois pode aumentar a incidência de câncer de mama, além de depressão e tendência ao suicídio. Políticas públicas, realmente voltadas à pessoa humana, devem estar preocupadas em atender às necessidades da mulher grávida, ajudá-la a ter e criar bem seus filhos.

O aborto condena à morte um ser humano inocente e indefeso; danifica a saúde física, psíquica e espiritual da mulher; desumaniza as pessoas que o praticam; nega o direito à vida, que é o primeiro de todos os direitos; discrimina os seres humanos, ao decidir quem vai ou não viver; aumenta a violência na sociedade; reduz o ser humano a objeto descartável; ignora a sacralidade e o valor sobrenatural da vida; atenta contra a grandeza da maternidade; além de desrespeitar gravemente as leis de Deus.

Temos que reforçar em toda a sociedade goiana a importância de defender a beleza, dignidade e inviolabilidade da vida humana, ameaçadas pela cultura da morte. Somos seres humanos, ininterruptamente, desde a fecundação até o nosso fim natural.

Além dessas propostas no Parlamento goiano, tenho oferecido apoio à primeira Marcha Goiana da Cidadania em Defesa da Vida, promovida pelo Comitê Goiano em Defesa da Vida - Brasil sem Aborto, que será realizada no dia 13 de agosto, a partir das 15 horas, na Praça Cívica, em Goiânia. Nos próximos artigos, abordarei a importância desse evento como forma de enfatizar a posição dos goianos, praticamente unânimes ao optar pela vida. Por fim, destaco o slogan deste evento, como forma de provocar uma reflexão social e consolidar as convicções contrárias ao aborto. Como legalizar a morte, se queremos a vida?


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