O fazedor de promessas
* Nilo Resende é deputado estadual pelo DEM
Nunca antes na história deste País um presidente fez tantas promessas vazias quanto Luiz Inácio Lula da Silva. Numa corrida desenfreada para fazer o sucessor em 2010, de preferência a ministra Dilma Rousseff, o petista tem prometido mundos e fundos a governadores e prefeitos pelo Brasil afora. E tem aqueles que acreditam.
Em Goiás, como seria de esperar, Lula conseguiu atenção especial do governador Alcides Rodrigues ao garantir que, em parceria com o governo federal, o aeroporto internacional de Goiânia seria reformado e ampliado; que o alcoolduto vindo de São Paulo chegaria a Senador Canedo; e que o eterno centro de excelência de esportes da Avenida Paranaíba deixaria de empoeirar o Centro da Capital. Mas o aeroporto continua com as obras paralisadas; o alcoolduto, que seria a redenção para os exportadores de álcool em Goiás, ficou apenas no papel, uma vez que o governo federal já anunciou que não tem condições financeiras de iniciar a obra; e o centro de excelência de esportes, só Deus sabe quando será concluído.
Se não bastassem os compromissos não cumpridos, Lula foi mais longe. Prometeu ao governador ajuda à Celg, “autorizando” por três vezes o empréstimo de quase R$ 1,4 bilhão para o governo do Estado, sem que nada aconteça de concreto. Alcides e equipe não desistem, vão e voltam a Brasília, de gabinete em gabinete, há mais de um ano, mas até agora ninguém viu a cor do dinheiro. Só enrolação.
Até a Copa do Mundo, que poderia ter uma de suas cidades-sedes em Goiânia, preferiu aterrissar em capitais “melhores”, como Cuiabá (MT). Lula não interveio para ajudar Goiás, como ajudou Mato Grosso, levando o Estado a perder bilhões em investimentos na sua infraestrutura até 2014. Dinheiro este que, com certeza, alavancaria a economia goiana numa escalada sem precedentes.
Lula é bom de conversa, ninguém nega. Tem uma equipe de marketing muito preparada para vender o seu governo. O PAC, por exemplo, é pura propaganda. Praticamente inexiste no Brasil, mas todo mundo só fala nele. São histórias de hidrelétricas, pavimentação, duplicação de rodovias que só existem nos gabinetes de Brasília. Nas ruas, o que se vê é o medo de um novo apagão e estradas esburacadas.
Enquanto isso, Lula aproveita seu poder para atingir seus objetivos pessoais, alguns mesquinhos. Em Goiás, quer vingança, derrotando nas urnas o senador Marconi Perillo em 2010. Por isso, Lula investe na cizânia, buscando interferir na união da base aliada imaginando com isso prejudicar desafetos políticos. Lula não é bobo e sabe que, unida, a base aliada em imbatível nas próximas eleições – e ele deseja a vitória do PMDB e do PT, ou um, ou outro, ou os dois juntos.
Não é de hoje que Lula persegue Marconi. A marcação começou ainda na denúncia do mensalão, quando o tucano, ainda governador, alertou o presidente sobre a compra de votos na Câmara Federal. Marconi fez o que era sua obrigação de homem público, mas, além de não tomar providências diante do aviso, Lula passou a alimentar uma ostensiva falta de simpatia pelo senador. E também porque, no Senado, Marconi, vice-presidente da Casa, faz oposição sensata ao presidente, votou contra a CPMF e ajudou na criação da CPI da Petrobras. Em resumo: para tirar Marconi do caminho, Lula instiga o rompimento da base aliada, que deu três vitórias seguidas ao Tempo Novo em Goiás, manobra que claramente beneficia o PMDB. Só os ingênuos não enxergam que o PSDB pode até ser prejudicado pelo racha, mas levará junto o PP, fadado a não ter espaço algum em um possível governo do PMDB e do PT.
Em Goiás, hoje, vê-se que Marconi tem o seu plano de voo, preparando-se para enfrentar Iris Rezende, do PMDB, que também tem o seu. Fora daí, só existem conjecturas e muito improviso, sob a influência de fatores pessoais, que podem terminar levando ao desastre lá na frente. Para Lula, pouco importa: ele quer acertar suas contas com Marconi e para isso não pode abrir mão do apoio dos ingênuos, que ele está enrolando em troca de nada.
Em Goiás, como seria de esperar, Lula conseguiu atenção especial do governador Alcides Rodrigues ao garantir que, em parceria com o governo federal, o aeroporto internacional de Goiânia seria reformado e ampliado; que o alcoolduto vindo de São Paulo chegaria a Senador Canedo; e que o eterno centro de excelência de esportes da Avenida Paranaíba deixaria de empoeirar o Centro da Capital. Mas o aeroporto continua com as obras paralisadas; o alcoolduto, que seria a redenção para os exportadores de álcool em Goiás, ficou apenas no papel, uma vez que o governo federal já anunciou que não tem condições financeiras de iniciar a obra; e o centro de excelência de esportes, só Deus sabe quando será concluído.
Se não bastassem os compromissos não cumpridos, Lula foi mais longe. Prometeu ao governador ajuda à Celg, “autorizando” por três vezes o empréstimo de quase R$ 1,4 bilhão para o governo do Estado, sem que nada aconteça de concreto. Alcides e equipe não desistem, vão e voltam a Brasília, de gabinete em gabinete, há mais de um ano, mas até agora ninguém viu a cor do dinheiro. Só enrolação.
Até a Copa do Mundo, que poderia ter uma de suas cidades-sedes em Goiânia, preferiu aterrissar em capitais “melhores”, como Cuiabá (MT). Lula não interveio para ajudar Goiás, como ajudou Mato Grosso, levando o Estado a perder bilhões em investimentos na sua infraestrutura até 2014. Dinheiro este que, com certeza, alavancaria a economia goiana numa escalada sem precedentes.
Lula é bom de conversa, ninguém nega. Tem uma equipe de marketing muito preparada para vender o seu governo. O PAC, por exemplo, é pura propaganda. Praticamente inexiste no Brasil, mas todo mundo só fala nele. São histórias de hidrelétricas, pavimentação, duplicação de rodovias que só existem nos gabinetes de Brasília. Nas ruas, o que se vê é o medo de um novo apagão e estradas esburacadas.
Enquanto isso, Lula aproveita seu poder para atingir seus objetivos pessoais, alguns mesquinhos. Em Goiás, quer vingança, derrotando nas urnas o senador Marconi Perillo em 2010. Por isso, Lula investe na cizânia, buscando interferir na união da base aliada imaginando com isso prejudicar desafetos políticos. Lula não é bobo e sabe que, unida, a base aliada em imbatível nas próximas eleições – e ele deseja a vitória do PMDB e do PT, ou um, ou outro, ou os dois juntos.
Não é de hoje que Lula persegue Marconi. A marcação começou ainda na denúncia do mensalão, quando o tucano, ainda governador, alertou o presidente sobre a compra de votos na Câmara Federal. Marconi fez o que era sua obrigação de homem público, mas, além de não tomar providências diante do aviso, Lula passou a alimentar uma ostensiva falta de simpatia pelo senador. E também porque, no Senado, Marconi, vice-presidente da Casa, faz oposição sensata ao presidente, votou contra a CPMF e ajudou na criação da CPI da Petrobras. Em resumo: para tirar Marconi do caminho, Lula instiga o rompimento da base aliada, que deu três vitórias seguidas ao Tempo Novo em Goiás, manobra que claramente beneficia o PMDB. Só os ingênuos não enxergam que o PSDB pode até ser prejudicado pelo racha, mas levará junto o PP, fadado a não ter espaço algum em um possível governo do PMDB e do PT.
Em Goiás, hoje, vê-se que Marconi tem o seu plano de voo, preparando-se para enfrentar Iris Rezende, do PMDB, que também tem o seu. Fora daí, só existem conjecturas e muito improviso, sob a influência de fatores pessoais, que podem terminar levando ao desastre lá na frente. Para Lula, pouco importa: ele quer acertar suas contas com Marconi e para isso não pode abrir mão do apoio dos ingênuos, que ele está enrolando em troca de nada.