A região metropolitana merece toda atenção
* Marlúcio Pereira é deputado estadual pelo PTB
Desde que me mudei para Aparecida de Goiânia, há mais de 20 anos, percebi o quanto a chamada região metropolitana é importante para nossa Capital, Goiânia. Enquanto muitos olhavam para nossa cidade apenas como um dormitório, mostramos que poderíamos ser muito mais, deixando de ser um coadjuvante problemático para se tornar numa solução na busca de uma sociedade mais justa, focando a qualidade de vida de nossos cidadãos.
Esta discussão vem em hora oportuna porque ouvimos gritos que ecoam de cada município vizinho porque todos eles não querem apenas ofertar uma mão-de-obra barata para nossa Capital, mais que isso, os setores organizados, sobretudo prefeitos e vereadores, perceberam a importância que têm para Goiânia e agora chegou a hora do bônus.
A constituição das regiões metropolitanas se justifica ao reconhecer que há problemas que transcendem os limites municipais. Um deles, mais perceptível, é o transporte. Quando se vê cidadãos que residem em um município e trabalham em outro e têm que pegar dois tipos de transportes diferentes pagando dois valores diferentes de passagens, então se explica que o cidadão metropolitano está sendo penalizado, que ele deveria receber o transporte integrado.
A luta pela permanência do subsídio do Eixo Anhanguera é a prova disso. Passageiros de cerca de 16 cidades seriam diretamente atingidos com o aumento da passagem entre os municípios de Nova Veneza, Trindade, Bela Vista de Goiás, Goianira, Caldazinha, Terezópolis, Goianápolis, Senador Canedo, Abadia de Goiás, Nerópolis, Aragoiânia, Guapó, Hidrolândia, Santo Antônio de Goiás, Brazabrantes, Bonfinópolis e Aparecida de Goiânia.
Tenho certeza de que o governador Alcides Rodrigues, que é um homem sensível às demandas sociais, encontrará uma saída para que esses municípios não sejam prejudicados.
As alterações na paisagem urbana, como também na demanda por serviços e equipamentos, na pressão ao meio ambiente e na dinâmica da mobilidade urbana, provoca a necessidade de se discutir essas transformações no contexto da criação da região metropolitana de Goiânia, para que se identifique os problemas e potencialidades que a região vivencia e os que surgirão como resultado desse processo.
Na Assembleia Legislativa, tenho defendido a ampliação da região metropolitana para que municípios da região integrada possam pleitear programas do governo federal, como o “Minha Casa, Minha Vida”. Nesta lista entrariam cidades como Bela Vista, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caturaí, Inhumas, Nova Veneza e Terezópolis de Goiás.
Nesse sentido, ganha importância a formação e a consolidação de conhecimentos para subsidiar um modelo de planejamento e gestão, seja no compartilhamento de custos, na racionalização dos fluxos de transporte, no enfrentamento da pobreza e da crise social. Somente essa forma integrada e compartilhada de ações poderá permitir que os recursos sejam aplicados com maior eficácia, gerando resultados que as iniciativas isoladas não dão conta de proporcionar.
A criação da região metropolitana é uma estratégia de governo e o fomento aos estudos e discussões para a sua criação demonstra o empenho do governo do Estado em sua política de desenvolvimento regional que trabalha com uma visão de futuro.
A capital goiana é uma metrópole emergente e a cada dia tem aumentado sua influência e estabelecido fluxos em diversos municípios da região, mesmo naqueles mais afastados, que não fazem divisa imediata com sua mancha urbana, mas de certa forma são impactados pelo seu crescimento. A ampliação da região metropolitana habilita os municípios dela integrantes a acessar recursos federais e assim passarão a ser vistos como peças fundamentais para o progresso de Goiás.