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O equivocado e incorreto sr. Eurico Barbosa

06 de Julho de 2009 às 12:09
Artigo do deputado Cláudio Meirelles (PR) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 04.07.2009.

* Cláudio Meirelles é deputado estadual pelo PR


 

O ex-deputado estadual e ex-conselheiro aposentado Eurico Barbosa passou boa parte de sua vida fiscalizando as contas do governo estadual. Com certeza, deve ter exercido a atribuição com muito esmero na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas do Estado, pois é um homem preparado e merece todo o nosso respeito. Nesses longos anos de trabalho e criterioso exame de números e volumosos relatórios, não se ouviu dele manifestação alguma, um pio sequer que desabonasse os governos cujas contas esquadrinhou.

Sucederam-se ao minucioso acompanhamento do filho de Morrinhos os dados das gestões de governadores como Mauro Borges, Iris Rezende, Henrique Santillo, Maguito Vilela e Marconi Perillo. Nada, absolutamente nada foi registrado por ele, imperando o mais profundo silêncio, até mesmo quando vieram à tona a venda da Usina de Cachoeira Dourada ou o explosivo escândalo BEG-Caixego. E o que dizer das renegociações de dívidas e outros procedimentos de administração financeira realizados nos diversos governos?

Não se duvida da competência do outrora silencioso sr. Eurico Barbosa. A ele nunca faltaram meios para expressar suas ideias, seja a tribuna parlamentar, o plenário do TCE ou amplo espaço nos jornais de maior circulação. Por isso, estranha-se que somente agora ele venha a público questionar fatos que, à época em que efetivamente ocorreram, na pior das hipóteses contaram com a sua obsequiosa concordância. Diz o ditado que quem cala, consente.

O que motiva o sr. Eurico Barbosa aos ataques que agora pontuam artigos nos quais desanca equivocadamente os governos do Tempo Novo e procura desqualificar política e administrativamente o senador Marconi Perillo? A resposta está na aproximação do calendário eleitoral e na recidiva da histeria e do passionalismo político que vitima o ex-deputado e ex-conselheiro. Um filósofo inglês disse certa vez que quando a paixão entra pela porta da frente, a sensatez foge pelas portas do fundo. Sábias palavras, sobretudo diante da veemência da crítica caolha e destemperada com que procura marcar os seus textos no Diário da Manhã.

O ardor partidário bloqueia o cérebro do sr. Eurico Barbosa e retira-lhe a razão na análise dos governos de Marconi Perillo. Mais: deturpa-lhe o raciocínio, embota-lhe o juízo e tisna-lhe o brilho. Um primor de parcialidade e falta de isençao. E partindo logo dele, que ambiciona lugar na galeria das inteligências lúcidas de Goiás.

Ao aceitar o papel de cabo de chicote, distribuindo chibatadas impregnadas de ressentimento político, o sr. Eurico Barbosa perde a grandeza. Faria melhor se permanecesse recolhido ao silêncio dos tempos da Assembleia Legislativa e, principalmente, do Tribunal de Contas do Estado. Mas vamos ao fatos porque diante deles desfaz-se o sofisma e prevalece o racionalismo que contempla a verdade.

Apesar da herança de dívidas herdada das gestões peemedebistas – essas, sim, perdulárias e responsáveis pelo rombo nos cofres estaduais –, os governos do Tempo Novo sanearam as finanças estaduais e mantiveram em perfeita normalidade o fluxo de caixa do governo goiano.

Como governador, Marconi Perillo colocou em dia e quitou dentro do mês vencido a folha de pagamento do funcionalismo. O próprio dr. Eurico Barbosa, que foi presidente do TCE, pode atestar o respeito que Marconi dispensou aos servidores públicos, antes espezinhados, perseguidos e tratados sem a menor consideração pelo governos do PMDB.

Novos programas sociais, como o Cartão Renda Cidadã, Bolsa Universitária e o Cheque-Moradia, foram criados e rigorosamente mantidos sem qualquer atraso. Os benefícios garantiram dignidade e bem estar a milhares de famílias goianas. A experiência bem-sucedida dos programas sociais de Marconi foi copiada por outros estados, a exemplo de São Paulo, que adotou o  Renda Ciadadã.

Os governos de Marconi Perillo não contraíram um tostão de dívida. Ao contrário, nos oito anos de gestão pagou mais de 5,5 bilhões de reais somente com dívidas com a União. Como prova do ajuste fiscal e do controle de gastos realizado pelo Tempo Novo, a dívida goiana, que era a maior do país, saltou do 27º para 22º lugar. O PIB estadual triplicou, crescendo espetacularmente de 17 para 51 bilhões de reais. Pulamos da 11ª para a 9ª posição em competitividade e riqueza no País, desfrutando de um crescimento vigoroso dos indicativos da agricultura, da pecuária, da mineração, do comércio e dos serviços.

E não faltaram recursos para investimentos que tornaram Goiás um dos estados com maior base de expansão econômica no Brasil. Marconi asfaltou mais que Iris Rezende, recuperou e duplicou rodovias, implantou 30 milhões de metros quadrados de pavimentação urbana, construiu 5 mil quilômetros de rede água e a Estação de Tratamento de Esgoto de Goiânia, atraiu 1.100 novas grandes indústrias com a geração de 600 mil empregos, ampliou os serviços de saúde em todo o estado e reabriu o HCG, num total de mais de 3 bilhões de reais em obras civis, rodoviárias, de saneamento e de energia.

Se houve um governador ousado, disposto, inovador e realizador em Goiás, esse governador foi Marconi Perillo. Os números, que o sr. Eurico Barbosa esgrime com pouca intimidade por ter faltado com certeza às aulas de tabuada, desmentem cabalmente o comentário maldoso de que a popularidade do Tempo Novo foi edificada à base de gastos milionários com os veículos de comunicação. Por acusar sem provas, o ex-deputado e ex-conselheiro foi desafiado e recebeu reprimenda pública do jornalista Batista Custódio, editor-geral do Diário da Manhã. Para ser fiel à verdade, ele deveria admitir que a queima de dinheiro público em publicidade era e continua sendo prática cativa do PMDB, inclusive para fechar jornais, como aconteceu com o próprio DM em 1984.

Por si só, a elevação do piso salarial dos professores, a criação da UEG e a construção do Crer e do Centro Cultural Oscar Niemeyer já justificariam os governos do Tempo Novo. Pena que gente como o sr. Eurico Barbosa não compreenda a dimensão dessas ações revolucionárias destinadas a abrir novos horizontes ao Estado de Goiás. Como presidente da Academia Goiana Letras, o escritor e jornalista deveria louvar e não criticar o Centro de Cultura Oscar Niemeyer, mobilizando  os intelectuais goianos para que o atual governo garanta equipamentos necessários ao seu pleno funcionamento.

Finalizando, cabe aqui lamentar a agressão desnecessária e gratuita do ex-conselheiro às pessoas que andam com dificuldade por apresentar deficiências nas pernas, que ele de forma infeliz e preconceituoso chama de “coxos” no seu último artigo. Talvez o culto acadêmico e escritor não saiba, mas a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República lançou uma campanha educativa sobre o assunto e editou uma cartilha na qual condena o uso de palavras cruéis e estigmatizadoras como esta, que desrespeitam a imagem e conferem tratamento indigno às pessoas portadoras de necessidades especiais. Seja correto, sr.Eurico Barbosa.

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