Polícia Civil
Parlamentares decidem formar uma comissão para, junto ao Governo do Estado, desenvolver negociações em busca de solução para a greve dos policiais civis. A decisão foi tomada no final das sessões extraordinárias desta sexta-feira, 9, quando vários profissionais da área assistiram à sessão das galerias do plenário. Na tarde desta segunda-feira, 13, haverá reuniões para decidir os próximos passos da comissão, segundo informa o deputado Mauro Rubem (PT).
O parlamentar petista recebeu, no auditório Costa Lima, na última sexta-feira, 10, um grupo de policiais civis que veio à Assembleia pedir apoio para a categoria. Eles querem reajustes salariais e melhores condições de trabalho. Mauro Rubem solicitou junto ao líder do Governo na Casa, deputado Evandro Magal (PSDB), uma audiência com o Governador para os grevistas, com o objetivo de buscar uma solução para a greve.
A comissão de parlamentares que vai negociar com o Governo estadual uma solução para a greve, é formada pelos deputados Mauro Rubem (PT), Humberto Aidar (PT), frei Valdair (PTB), Honor Cruvinel (PSDB), Betinha Tejota (PSB), Romilton Moraes (PMDB), Coronel Queiroz (PTB), Marlúcio Pereira (PP), Luis César Bueno (PT), Samuel Belchior (PMDB) e Daniel Goulart (PSDB).
Os motivos da greve
Segundo o presidente da União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), Ademar Luiz de Oliveira, os policiais querem que o Governo cumpra as Leis de 2004 e 2007 que concedem resíduos e reajustes de data-base para a categoria. Também cobram do governador Alcides Rodrigues compromisso assumido em campanha de equiparar o salário dos policiais de Goiás ao daqueles que atuam no Distrito Federal, no valor de R$ 7 mil e 500 reais.
Segundo Ademar de Oliveira, a greve foi interrompida em oito de abril porque o Governo alegava não negociar com grevistas. Não havendo resposta após 70 dias, por parte do Executivo estadual, os policiais decidiram retomar o movimento. “Queremos receber pelo menos uma proposta, pois até agora não ouvimos nada do Governo”, afirma.
João Antonelli, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás, explica que o movimento grevista tem como reinvindicações básicas a melhoria das condições de trabalho, o reajuste da data-base e o pagamento do resíduo. Ele explica que a criação de um plano de carreira seria uma alternativa para resolver a situação dos policiais, "a única categoria do Estado que ainda não conta com um plano de carreira”, afirma Ademar Oliveira.
Os deputados Mauro Rubem (PT), Daniel Goulart (PSDB), Honor Cruvinel (PSDB), Thiago Peixoto (PMDB), Betinha Tejota (PSB) e Cláudio Meireles (PR) subiram à tribuna durante a sessão extraordinária da última sexta-feira, 10, para reivindicar uma solução para o problema. Os parlamentares manifestaram apoio aos grevistas, que estiveram presentes nas galerias da Assembleia.
Para Cláudio Meireles, “não podemos aceitar essa situação. Há necessidade de ajudarmos a Polícia Civil e encontrarmos uma solução para que o Governador seja sensível a esses pedidos”. O parlamentar destacou o aumento da criminalidade no Estado e a necessidade de reaparelhar a Polícia, além de valorizar os servidores da Segurança Pública, dando-lhes melhores condições de trabalho.
Ainda durante a sessão, a deputada Betinha Tejota (PSB) se dirigiu aos grevistas, se solidarizando com a causa e ressaltando a possibilidade de intermédio do Governo estadual com os grevistas.
Na última quarta-feira, 8, os grevistas fizeram uma manifestação na entrada da Assembleia. Na oportunidade, o deputado Daniel Goulart (PSDB) usou a tribuna para ressaltar a importância da Polícia Técnico-Científica do Estado. O parlamentar diz reconhecer que a greve da Polícia Civil é justa, não só por conta dos salários baixos, mas também pelo número de profissionais, considerado pequeno por ele, para as necessidades do Estado.