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Assembleia encampa luta pela preservação do Rio Araguaia

15 de Julho de 2009 às 12:26
Em agosto, a Assembleia Legislativa entra de forma intensa na luta pela preservação do Rio Araguaia, quando começa perícia do Ministério do Meio Ambiente naquela área. Os parlamentares vão iniciar debates sobre o tema, para dar maior visibilidade ao problema no âmbito regional. A informação é do presidente, deputado Honor Cruvinel. Segundo ele, assim que passar o recesso, a Casa vai colocar o tema em pauta.
O deputado Honor Cruvinel (PSDB), presidente em exercício da Assembleia Legislativa, informa a esta Agência de Notícias que os deputados estaduais se juntam aos deputados federais e aos senadores da República, na luta pela preservação do Rio Araguaia, principalmente no que diz respeito à atividade de dragagem, que atualmente é a grande responsável pela degradação do leito do rio, e que tanto prejuízo causa ao meio ambiente.

“O Governo Federal tem de tomar providência efetivas em relação às dragas no Araguaia, principalmente na região do Encantado".
 
Essa providência, na forma de perícia do Ministério do Meio Ambiente (MMA) sobre o Araguaia, terá início em agosto, conforme informações passadas pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao senador Demóstenes Torres, segundo divulgou o jornal Diário da Manhã, recentemente.

A fiscalização terá três etapas: análise de documentação, visita técnica e estudo de compatibilidade. A expectativa do senador é de que, após a fiscalização, sejam retiradas as 52 dragas instaladas no rio.
 
Na semana passada, a Assembleia aprovou requerimento do deputado estadual Romilton Moraes (PMDB), pedindo ao ministro Carlos Minc proteção à região do Rio Araguaia.

Romilton lembrou que é necessária uma fiscalização mais rígida sobre as dragas instaladas no Araguaia.
 
As 52 dragas realizam garimpo no rio, causando danos ao meio ambiente e um risco à biodiversidade da região da Área de Preservação Ambiental (APA) do Encantado. Romilton comentou que o Ministério do Meio Ambiente precisa desenvolver um projeto para defender toda a bacia do Rio Araguaia.

“Nesse momento em que o mundo procura reduzir as agressões ambientais para impedir o superaquecimento da terra, esse tipo de mineração sem controle não cabe mais”, relata o deputado. Segundo o parlamentar, as explorações feitas pelas dragas não oferecem vantagem alguma para a comunidade local, pois o cidadão ribeirinho é o mais explorado pelos empresários e pelos financiadores.
 

O deputado e vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa, Tiãozinho Costa (PTdoB), definiu a situação como calamitosa. O parlamentar elogia a luta do senador Demóstenes em defesa do Vale do Encantado, que informa já ter ido visitar a região e que deverá retornar em agosto. Em sua visita à região, diz o deputado, o senador viu que estão acabando com as nascentes e poluindo as águas. “As dragas colocam em risco um dos rios mais importantes do Estado. A situação é de calamidade”, conclui Tiãozinho Costa.

Araguaia Ativo

Paralelamente, a Assembleia já vem participando, ao lado do Senado Federal, por iniciativa do senador Marconi Perillo (PSDB), cujo objetivo é apresentar os principais problemas que envolvem a Bacia do Araguaia, através de exposição de artes, debates e palestras abertas à população local e turistas. A meta é, também, garantir a sustentabilidade do meio ambiente, por meio das exposições itinerantes de telas e fotografias da coleção Viagem Pitoresca pelo Rio Araguaia.

O projeto foi inaugurado na cidade de Aragarças, no dia 2 de Julho, data que marca o início da temporada turística na região da Bacia Hidrográfica do Araguaia. Além do lançamento do Livro de Otoniel Fernandes que ilustra todas as telas e fotografias expostas no evento, teve início também o ciclo de palestras e debates que, na ocasião, sob responsabilidade da titular da promotoria regional da Bacia Hidrográfica do Rio Araguaia, Vânia Marçal.

A promotora enfocou os problemas da Bacia do Araguaia, com área de 118.728 Km² e 643.293 habitantes, representando 11,39% da população do Estado de Goiás e envolvendo 70 municípios cuja atividade principal gira em torno da agropecuária.

Segundo Vânia, os principais problemas socioambientais da bacia são causados pelos processos erosivos, pela falta de estudos em relação ao aquífero Guarani, pela ocupação irregular das áreas de preservação permanente, lançamento de esgoto sanitário e resíduos sólidos e a instalação de usinas hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas.

Problemas com origem na administração pública também foram destacados na ocasião, como a deficiência de fiscalização e a divergência entre legislações dos Estados de Goiás e Mato Grosso que são percebidos na constatação de poucas unidades de conservação e a existência de inúmeras áreas de extração de diamantes, dragas e garimpo.

De acordo com o coordenador do programa, Marcos Villas Boas, os eventos do Araguaia Ativo têm sido um sucesso de público, sendo que a venda dos exemplares do Viagem Pitoresca pelo Araguaia, livro ricamente ilustrado com telas e fotografias que dividem espaço com poesia, será revertida para entidades sociais.

Depois de passar por Aragarças e Aruanã, a programação do projeto chegará às regiões ribeirinhas de São Miguel do Araguaia, Cidade de Goiás e Goiânia.

“Esta dádiva da natureza, perpetuada em brilhante livro de arte, merece ser vista por nossos descendentes com o mesmo esplendor com que ainda a contemplamos”, destaca Marconi Perillo, ao justificar sua iniciativa quanto à execução desse projeto.


 

 

 

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