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Entre o novo e o arcaico

04 de Agosto de 2009 às 19:27
Artigo do deputado Jardel Sebba (PSDB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 19.07.2009.
* Jardel Sebba, deputado estadual pelo PSDB



 

Não é preciso repetir que os governos do Tempo Novo transformaram Goiás. O orgulho estampado nos olhos da nossa gente e os números positivos da nossa economia são provas claras de que Goiás mudou para melhor. Deixamos de ser um Estado periférico, isolado, acanhado, dominado por coronéis que julgavam que faziam favor ao povo ao construir mata-burros e distribuir cestas com arroz e feijão de péssima qualidade.

Mudou também a relação da administração pública com a população: eficiência, agilidade, igualdade perante a lei, respeito ao cidadão e contribuinte passaram a nortear as ações de órgãos públicos, empresas e autarquias. Criamos o Vapt-Vupt para facilitar a vida do cidadão. O funcionalismo deixou de ser perseguido com decretos de demissão em massa e foi valorizado com o pagamento dentro do mês trabalhado.

Saltamos de 12ª para 9ª maior economia do Brasil. Enquanto os Estados mais ricos da federação amargavam as oscilações da crise econômica mundial, as exportações goianas bateram sucessivos recordes e passamos a ocupar os primeiros lugares no ranking dos Estados que mais geraram emprego com carteira assinada.

A educação pública em Goiás acompanhou todo esse crescimento econômico. Implantamos a Universidade Estadual de Goiás, que democratizou e interiorizou o saber, além da Bolsa Universitária, que resgatou a esperança de milhares de estudantes de baixa renda, matriculados em instituições particulares de ensino superior.

Isso sem falar dos programas sociais que atenderam com o Renda Cidadã, o Salário Escola e o Cheque Moradia, que conferiram dignidade e levaram conforto a milhares de famílias carentes por esse Estado afora.

Foi Marconi Perillo, um jovem e audacioso governador, quem plantou e cultivou com carinho as sementes desta profunda mudança. Grandes conquistas foram alcançadas por Goiás nos dois governos de Marconi. Os números estão aí para quem quiser tirar a prova dos nove.

Hoje, o Estado segue administrado de forma tranquila e eficiente por Alcides Rodrigues, que recebeu das urnas a missão de não deixar que os avanços fossem suprimidos pelo rancor e pelo atraso dos nossos adversários.

Rancor e atraso. Essas são palavras que me vêm à mente diante do discurso de alguns peemedebistas no encontro do partido em Posse, inclusive o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, pretenso candidato ao governo de Goiás. Ficou patenteada a deselegância e a imprudência de substituir a apresentação de propostas pelo gesto de atirar pedras no sólido patrimônio político do Tempo Novo. Talvez a estratégia seja repetir mentiras várias vezes para que elas se tornem verdade.

Diante das derrotas de 1998, 2002 e 2006, certo grupo de peemedebistas deveria parar de acreditar que o povo é bobo e pode ser manipulado com demagogia e populismo. Esse tipo de comportamento é coisa do passado. Vivemos a era da tecnologia, na qual as pessoas têm acesso às informações em tempo real, pela internet, pelo rádio, pelo celular.

Não vou responder no mesmo tom e relembrar as mazelas e os escândalos de corrupção do Tempo Velho. Não vou fazê-lo, até por que aprendi com Marconi Perillo que política não se faz com ódio e revanchismo – e, muito menos ainda, com os olhos presos no retrovisor, como é do gosto de Iris e sua turma de viúvas do poder em Goiás.

A boa política se faz com o coração aberto, com as mãos estendidas, com os pés bem fincados no chão, mas, sobretudo, com os olhos e a alma voltados para um amanhã melhor. Por isto, Marconi e o PSDB são bem recebidos por onde passam. Porque apresentam propostas para Goiás. Defendem o projeto de um Goiás ainda mais moderno, mais aberto a parcerias, mais justo e mais disposto ao diálogo.

É isto o que o povo de Goiás quer e merece: propostas factíveis, disposição e credibilidade para colocá-las em prática. Espero que o grupo do PMDB que ataca Marconi (e digo grupo porque essa não é a atitude de todo o partido) caia na realidade e troque as bravatas por propostas. E que venha para o debate aberto e democrático das ideias. É assim que os goianos vão escolher o seu futuro: entre o novo e o arcaico, entre o digital e o analógico.
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