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Deputados comentam sobre diminuição do índice de desigualdade de renda

05 de Agosto de 2009 às 11:08

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em junho deste ano, o índice de Gini, medida de desigualdade desenvolvida pelo estatístico italiano Corrado Gini, atingiu 0,493 - menor valor obtido no País desde 2002. O índice de Gini consiste em um número entre zero e 1, onde zero corresponde à completa igualdade de renda e 1 corresponde à completa desigualdade.

Presidente da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia, o deputado Hélio de Sousa (DEM) acredita que a queda da desigualdade de renda no País, constatada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), reflete a redução de ganhos dos grandes empresários e dos grandes salários causada pela recente crise financeira mundial. 

Em consequência, o deputado não vê motivos para comemorar. “Na realidade, o trabalhador assalariado teve um avanço irrisório de sua renda. Não obtivemos uma conquista, mas uma perda”, ressaltou.

Já para o deputado Mauro Rubem (PT), a diminuição do índice aconteceu em virtude do comportamento do Governo Federal, que preferiu investir no crescimento do País e em geração de emprego a obter grandes superávits na balança comercial. “Medidas como a redução da taxa de juros, a destinação de recursos para pequenos empresários e para a agricultura familiar e a recomposição do salário mínimo são responsáveis pela redução da desigualdade e diminuição da taxa de pobreza”, afirmou.

O deputado petista ressaltou ainda que há muitas outras ações que podem ser tomadas para dar prosseguimento a esta redução. A criação de impostos sobre faturamento e especulação financeira, a intervenção do Governo para reduzir os juros bancários e o uso das riquezas geradas pelo pré-sal para benefício do povo brasileiro foram algumas sugestões apresentadas pelo parlamentar.

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